domingo, 17 de outubro de 2010

Carta de Abraham Lincoln ao professor do seu filho.

Autor: Abrahan Lincoln

"Caro professor,

Ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor, diga-lhe que, para cada vilão, há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado; Ensine-lhe, por  favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou pedindo muito, mas veja que pode fazer, caro professor."

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A toalha bordada.

Autor desconhecido

Um novo pastor, recentemente formado, e sua esposa, que foram encarregados de reabrir uma igreja no bairro de Brooklyn, NY chegaram no início de outubro, entusiasmados com a oportunidade.

Quando viram a igreja, observaram que havia muitos estragos e um grande trabalho a ser feito. Sem se deixar abater, estabeleceram como meta deixar tudo pronto para o primeiro serviço: o culto de Natal.

Trabalharam sem descanso, consertando o telhado… refazendo o piso… pintando… e, muito antes do Natal, em 18 de dezembro, tudo estava pronto! Mas… No dia seguinte, 19 de dezembro, desabou uma terrível tempestade que durou por dois dias.

No dia 21, o pastor foi até a igreja. Seu coração doeu… viu que o telhado tinha quebrado e que uma grande área do revestimento de gesso decorado, da parede do santuário, logo atrás do púlpito, havia caído.

O pastor, enquanto limpava o chão, pensava em como resolver a situação. No caminho de casa, pensando em adiar o culto de Natal, observava as vitrines, enfeitadas para a época, quando notou um bazar beneficente e parou por instantes.

Uma linda toalha de mesa, de crochet, na cor marfim, com um crucifixo delicadamente bordado no centro chamou-lhe a atenção. Era do tamanho exato para cobrir o estrago atrás do púlpito.

Comprou-a e voltou para a igreja. Começou a nevar. Apressou seus passos e quando chegava à porta da igreja uma velha senhora vinha correndo em direção contrária tentando pegar o ônibus, o que não conseguiu.

O pastor convidou-a a entrar para esperar pelo próximo que viria 45 minutos depois, abrigando-se do frio. Ela sentou-se num banco e nem prestava atenção no pastor que já providenciava a instalação da toalha de mesa na parede.

Ao terminar afastou-se e pôde admirar o quanto a toalha era linda e servia perfeitamente para esconder o estrago. Então, o pastor notou a velha encaminhando-se para ele. Seu rosto estava lívido e perguntou:

Pastor, onde o senhor encontrou essa toalha de mesa? O pastor contou a história. A mulher pediu-lhe que examinasse o canto direito inferior para encontrar as iniciais EBG, bordadas. O pastor fez o que a mulher pediu e,intrigado, confirmou.

A mulher disse: – Essas são as minhas iniciais. Ela havia feito essa toalha de mesa há 35 anos, na Áustria. Contou que, antes da guerra, ela e seu marido estavam “bem-de-vida”.

Quando os nazistas invadiram seu país combinaram fugir; ela iria antes e seu marido a seguiria uma semana depois. Ela foi capturada, trancada numa prisão e nunca mais viu seu marido e sua casa.

O pastor ofereceu a toalha, mas, ela recusou, dizendo que estava num lugar muito apropriado. Insistindo, ofereceu-se para levá-la até sua casa; era o mínimo que poderia fazer.

Ela morava em Staten Island e tinha passado o dia no Brooklin para um serviço de faxina. No dia de Natal a igreja estava quase cheia. Foi um lindo trabalho.

Ao final, o pastor e sua esposa cumprimentaram os fiéis um a um à porta e muitos diziam que retornariam. Um velho homem, que o pastor reconheceu pela vizinhança, permaneceu sentado, atônito.

O pastor aproximou-se e, antes que dissesse palavra, o velho perguntou: Onde o senhor conseguiu a toalha de mesa da parede? Ela é idêntica à uma que minha mulher fez, muitos anos atrás, quando vivíamos na Áustria, antes da guerra.

Como poderiam existir duas toalhas tão parecidas? Imediatamente, o pastor entendeu o que tinha acontecido e disse: – Venha… eu vou levá-lo a um lugar que o senhor vai gostar muito.

No caminho o velho contou a mesma história da mulher. Ele, antes de poder fugir, também havia sido preso e nunca mais pôde ver sua mulher e sua casa, por 35 anos.

Ao chegar à mesma casa onde deixara a mulher, três dias antes, ajudou o velho a subir os três lances de escadas e bateu na porta. Creio que não há necessidade de se contar o resto da história. Quem disse que Deus não trabalha de maneira misteriosa?

Aproveite cada momento.

Autor desconhecido

Um amigo meu abriu a gaveta da cômoda da sua esposa e pegou um pequeno pacote embrulhado com papel de seda:

- Isto - disse - não é um simples pacote.

Tirou o papel que o envolvia e observou a bonita seda e a caixa.

- Ela comprou isto na primeira vez que fomos a Nova York, há uns 8 ou 9 anos. Nunca o usou. Estava guardando para uma ocasião especial. Bem, creio que esta é a ocasião.

Aproximou-se da cama e colocou a prenda junto com as outras roupas que ia levar para a funerária. A esposa tinha acabado de morrer. Virando-se para mim, disse:

- Não guarde nada para uma ocasião especial. Cada dia que se vive é uma ocasião especial.

Ainda penso que estas palavras já mudaram a minha vida. Sento-me no terraço e admiro a vista sem me preocupar com as pragas. Passo mais tempo com a minha família e menos tempo no trabalho.

Compreendi que a vida deve ser uma fonte de experiências a desfrutar, não para sobreviver. Já não guardo nada. Uso os copos de cristal todos os dias. Se me der vontade, ponho uma roupa nova para ir ao supermercado.

Já não guardo meu melhor perfume para ocasiões especiais, uso-o quando tenho vontade. As frases "algum dia..." e "qualquer dia..." estão desaparecendo do meu vocabulário. Se vale a pena ver, escutar ou fazer, quero ver, escutar ou fazer agora. Não sei o que teria feito a esposa do meu amigo se soubesse que não estaria aqui na próxima manhã, coisa que todos nós ignoramos. Creio que teria chamado seus familiares e amigos mais próximos.

Talvez chamasse alguns amigos antigos para desculpar-se e fazer as pazes por possíveis desgostos do passado. Gosto de pensar que teria ido comer comida chinesa, sua favorita. São estas pequenas coisas deixadas por fazer que me fariam desgostoso se eu soubesse que minhas horas estão limitadas.

Desgostoso, porque deixaria de ver amigos com quem iria encontrar cartas... cartas que pensava escrever "qualquer dia destes".

Desgostoso e triste, porque não disse a meus irmãos e aos meus filhos, com suficiente freqüência, que os amo.

Agora, trato de não atrasar, adiar ou guardar nada que traria risos e alegria para nossas vidas.

E, a cada manhã, digo a mim mesmo que este pode ser um dia especial.

Cada dia, cada hora, cada minuto, todos são especiais.

Alimentos que melhoram o seu bem-estar.

Chris Bueno -  Especial para o UOL Ciência e Saúde



Quem nunca comeu um chocolate quando estava se sentindo triste? Ou se sentiu mais irritado depois da quinta xícara de café? Não é difícil perceber que a comida tem uma relação estreita com o humor e a disposição. Um prato equilibrado, com os ingredientes certos, pode fazer bem não apenas para o físico, mas também para o nosso estado de espírito.

Em 1998, a nutricionista inglesa Amanda Geary fundou o Food and Mood Project (Projeto Comida e Humor), para estudar como os alimentos podem afetar o humor e ensinar as pessoas a ter uma nutrição que ajude a manter a saúde física e emocional.

Aumentando o consumo de frutas, peixes e líquidos de um grupo de indivíduos, em detrimento de açúcar, cafeína, álcool e chocolate, a pesquisadora constatou uma melhora significativa em quadros de instabilidade emocional, depressão, ataques de pânico e ansiedade.

Mas como o alimento pode interferir no bem-estar? “Esta relação consiste pelo fato deles aumentarem a produção de neurotransmissores responsáveis em fazer a comunicação entre as células nervosas e promover estas sensações, sendo o principal a serotonina” responde a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Natural.

Além disso, as vitaminas e os minerais, presentes em frutas e verduras, por exemplo, são alguns dos responsáveis pela regulação do organismo e por fornecer energia. Ninguém consegue ficar disposto, alegre e animado quando o organismo não está funcionando bem ou quando está com pouca energia.
Para começar a combater a irritação e o mau humor, uma das primeiras providências é hidratar o organismo. A falta de líquidos causa a sensação de cansaço e provoca uma reação mais negativa ao estresse. O ideal é beber oito copos de água por dia. Uma dica importante é não esperar ter sede para beber água, pois isso já é um sinal de desidratação. Beber água (ou suco ou chá) a cada duas horas deve se tornar um hábito.

Neurotransmissores

Além da hidratação, outro ponto essencial para o manter o humor é o bom funcionamento do intestino. Para tanto é preciso incluir bastante fibra na alimentação, como aveia, linhaça, grãos integrais, feijão, soja e lentilha. “O equilíbrio do intestino é essencial para que ocorra a produção de serotonina, que também é sintetizado no intestino, e é tão necessária para melhorar o humor e reduzir o estresse, além de melhorar o sono”, explica a nutricionista Patrícia Davidson.

A serotonina é uma substância diretamente ligada ao bom humor. Esse neurotransmissor é conhecido por combater a depressão, diminuir a sensação de dor, reduzir o estresse, relaxar e melhorar o humor de forma geral. E alguns alimentos podem contribuir para aumentar sua produção – e, consequentemente, aumentar a sensação de bem-estar. Um aminoácido chamado triptofano é um dos responsáveis pela fabricação de serotonina, e é encontrado em alimentos como abacate, banana, feijões, lentilha e leite. Assim, uma dieta rica nesses alimentos pode resultar em melhora no humor.

Mas, para que a serotonina seja formada, é necessária também uma quantidade adequada de vitamina B6 e magnésio, que se traduzem basicamente naquele bonito prato de salada verde. Enquanto verduras, tomate, banana e cereais são ricos em B6, castanhas, soja e leite são ricos em magnésio.

O folato, ou ácido fólico, é apontado por nutricionistas como um antidepressivo natural. Quando os índices do nutriente estão baixos, há uma diminuição no nível de serotonina. A mesma coisa acontece quanto há um baixo consumo de carboidratos. As duas situações podem levar a alterações de humor e depressão. Por isso é importante garantir a ingestão de alimentos que contenham ácido fólico, como espinafre, feijão branco, laranja e maçã. Outro item importante são os carboidratos, preferencialmente os integrais. “Além de ter nutrientes importantes como o zinco e o cromo, eles saciam na mediada certa”, aponta Davidson. 

O que acontece muitas vezes é que muita gente, no intuito de emagrecer, corta os carboidratos e aumenta o consumo de proteínas. Porém, assim como uma alimentação pobre em carboidratos pode causar mudanças de humor, o mesmo pode ocorrer com o excesso de proteínas. As consequências são irritabilidade, depressão e até alteração do sono. O caminho é buscar o equilíbrio, garantindo o consumo de pratos variados que forneçam tudo o que o organismo precisa na dose certa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


Existe poesia em tudo, para perceber, basta um olhar mais atento, saber olhar.  Sergio L. M. Rocha

TEDxSP 2009 - Jarbas Agnelli: "Birds on the wires", a história e a música por trás de uma foto.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Casamento

Autor desconhecido

"Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu  não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.
Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir.. "

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Corações feitos um para o outro...

Autor: Sergio L M da Rocha (*)

Quando me deparei com o teu sorriso suave, meu coração me disse através de suas batidas, que era você a escolhida.

Que seríamos dois corações, selados num mesmo destino, num mesmo caminhar, num sonho comum...

Disse ainda, que seriam dois corações numa mesma vida, que dependeriam um do outro, e que se completariam como num encaixe perfeito e que com o passar do tempo perceberíamos que os nossos corações não mais viveriam em solidão e teriam a alegria de conviver e de sentir as mesmas vibrações e sentimentos.

Quando duas pessoas se amam verdadeiramente, os corações de ambos parecem ser um só, o que um sente, o outro sente também.

Se não for assim, mas parecerá um céu nublado, sem estrelas, sem brilho.

Quando dois corações comungam os mesmos sentimentos, é fácil perceber no olhar, no sorriso, nos gestos mais simples, nas atitudes, no falar, no escutar, no prazer de juntos estar, ...

A simples presença, mesmo em silêncio, traduz toda a força do amor que existe entre estas duas almas, que se identificam e se completam.

Nesta bela história de amor, é fácil perceber que o destino de ambas foi escrito muito antes de existirem, hoje apenas cumprem o que há muito está determinado.

O mistério da vida, não nos permite compreender por que tantos encontros e desencontros, entretanto sempre estarão perto um do outro, a navegar pela eternidade e a se amar.


(*) Sergio L M da Rocha é Administrador de empresas e consultor.