Mostrando postagens com marcador cidadania. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cidadania. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de janeiro de 2011

Um belo exemplo!!! Bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz recusa comenda no Senado

Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal.
Num plenário vazio, apenas com alguns parlamentares,

parentes e amigos do homenageado, o bispo cearense de Limoeiro do Norte, dom Manuel Edmilson Cruz impôs um espetacular constrangimento ao Senado Federal (jan/2011)
Dom Manuel chegou a receber a placa de referência da Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, das mãos do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE).

Mas, ao discursar, ele recusou a homenagem em protesto ao reajuste de 61,8% concedidos pelos próprios deputados e senadores aos seus salários.

“A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”.

O público aplaudiu a decisão. O bispo destacou que a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar filas nos hospitais da rede pública, contrasta com a confortável situação salarial dos parlamentares.

E acrescentou que o aumento “é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”.

Para quem quiser assistir:

Parabens Dom Manuel!!!!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

J'ACUSE!!! ( EU ACUSO) - Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes

Recebí da amiga Márcia Parzianello, este consciente desagravo e mais do que merecido tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes, escrito por Igor Pantuzza Wildmann, Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário; ex-professor do Instituto Metodista Izabela Hendrix, que faço questão de divulgá-lo neste Blog, de forma a contribuir para uma mudança séria e urgente a ser adotada nos lares, escolas e universidades, e como nos diz o autor " fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade."
Abraços,
Sergio L M Rocha


*J’ACUSE !!!*   (Eu acuso !)
Autor: Igor Pantuzza Wildmann (*)



Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Meu dever é falar, não quero ser cúmplice.)
(Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”.

Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

(*) Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário;  ex-professor do Instituto Metodista Izabela Hendrix

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Doe sangue, doe vida!

Extraído do  site PensaPositivo

O Sangue é um material nobre e nenhum medicamento pode substituí-lo, ele só é obtido através da doação.

Seja um doador voluntário, esta atitude fará bem para você também, pois, a satisfação de ajudar a salvar uma vida será sua maior recompensa.

Outra doação importante é a doação de PLAQUETAS.
"As plaquetas são componentes que participam do processo de coagulação do sangue, ou seja, auxiliam a estancar sangramentos. A diminuição na quantidade de plaquetas (ou alteração em sua função) pode, portanto, predispor a sangramentos, e a transfusão de concentrado de plaquetas é uma das formas de minimizar o risco de hemorragia."

QUEM DOA SANGUE, DOA VIDA!

Para doar Sangue é necessário:

Estar em posse de documento com foto,
Ter peso acima de 50 Kg,
Ter idade entre 18 e 65 anos,
Não ingerir bebida alcóolica nas últimas 04 horas,
Não estar em jejum e após o almoço esperar 04 horas para doação.

Não doe sangue se você :

Tem comportamento de risco para AIDS,
Teve hepatite após os 10 anos de idade,
Recebeu transfusão de sangue no último ano,
Está grávida ou amamentando,
Teve parto ou aborto nos últimos 03 meses,
Está gripado, ou em uso de medicamentos,
Tenha permanecido no Reino Unido e ou na República da Irlanda por mais de 06 meses após 1980,
Fez tatuagem, piercing, acupuntura, endoscopia e ou cirurgia no último ano,
Está em tratamento dentário.

Duas atitudes governam nossa ações: tomar e doar. Muitas pessoas no mundo atual são tomadoras, poucas têm a atitude de doar. O que fazemos na maior parte do tempo é dar com uma atitude de tomar. Com isso somos privados da felicidade verdadeira que vêm de doar.
Por outro lado, os motivos do verdadeiro doador são o de trazer benefício e se identificar com a felicidade do outro. Tal pessoa verdadeiramente desfruta a felicidade suprema e a satisfação que nasce desse tipo de ação.

Brahma Kumaris

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Como Vencer a Pobreza e a desigualdade.


Autora: Clarice Zeitel Vianna Silva (*)

'PÁTRIA MADRASTA VIL'

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.

Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição.. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

(*) Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'.
A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cidadania e civilidade...


Autor: ACREUCHO - Rio Branco (AC) · 11/6/2007 (*)


O ser humano, tem-se degenerado nos últimos anos, as leis, os princípios, a moral, os bons costumes, o respeito pelo outro ser humano, o amor ao próximo, a solidariedade, a caridade e muitas outras coisas básicas, têm sido deixados de lado, o ser humano rouba, engana, mata, corrompe, é corrompido, mente, é a lei do quem pode mais chora menos, como nunca na história.

O homem é um animal como outro qualquer, só que dotado de inteligência (será?).

Será o homem mesmo inteligente ou tem apenas os sentidos mais aguçados do que os outros animais, principalmente para o mal, pois, é o único dentre os animais que mata por esporte, por perversidade, por prazer, os demais animais o fazem para sobreviver, para se alimentar.

Será que os animais, gostariam de serem comparados com os seres humanos? Não sei não, se pudessem expressar-se, certamente, ficariam indignados com a comparação.

Deus deu ao ser humano um pouco mais de discernimento que aos outros animais, porém este discernimento foi deturpado e usado para o mal em detrimento do bem.O ser humano é vaidoso, egoísta, narcisista, ansioso por poder e dinheiro, mau pela própria natureza, capaz de enganar, de mentir, para conseguir seus objetivos.

Deus deu ao homem o livre arbítrio, o poder de decidir o que ele quer fazer, o ser humano pode fazer tudo o que lhe aprouver mas é preciso saber que terá que dar conta de seus atos, todos eles, senão hoje, amanhã ou depois, mesmo depois da sua morte, algum dia Deus vai cobrar suas atitudes.

É preciso ter inteligência para ver que: "tudo posso, mas nem tudo me convém".

Quando analisamos que "nem tudo me convém", então estamos sendo inteligentes, estamos procurando discernir entre o bom e o ruim.

Não entre o que é do bem ou do mal, mas o que é bom ou mau para nós mesmos.

Quantas vezes tomamos decisões que depois nos arrependemos?

O arrependimento não minimiza nossas dores, nem nos redime dos nossos atos impensados, poderá contudo nos levar a remissão da nossa falta.

Quantas vezes fazemos coisas que sabemos não serem certas?

Toda vez que insistimos em fazer uma coisa que sabemos não ser correta, mas que nos trará alguma vantagem ou prazer, devemos levar em conta as conseqüências do nosso ato e toda a responsabilidade que isso nos acarretará, em tudo há risco e temos um preço a pagar por cada atitude nossa.Quantas vezes decidimos assumir os riscos de nossas decisões, mesmo sabendo que não são adequadas?

Nossa vida é um jogo, passamos o tempo todo blefando, tentando enganar a sorte, tentando enganar a nós mesmos, dizemos: Sei que estou errado mas vou fazer assim mesmo, assumo a responsabilidade e as conseqüências depois. Quando elas vêm, ficamos desesperados, então tentamos de todo jeito corrigir o que fizemos, mas é tarde demais.

Há quatro coisas no mundo que não voltam jamais:

1 – A seta atirada.

2 – A água passada

3 – A palavra proferida

4 – A oportunidade perdida


Errar tentando acertar é uma coisa. Errar pelo simples prazer de errar, sabermos que estamos errados, mas, mesmo assim praticarmos o ato só pra contrariar regras e princípios. Este, é o pior de nossos erros.

Cometer o mesmo erro diversas vezes é o mesmo que colocar o dedo debaixo do martelo e esperar que ele caia em cima do seu dedo, é a pior de todas as declarações de ignorância e burrice que se pode fazer.

Esse livre arbítrio dado por Deus a nós, tanto pode ser bom como ruim, pode nos levar a uma encruzilhada.Será que temos mesmo o direito de fazermos o que quisermos com nossas vidas?

Será que cada ser humano pode fazer o que bem lhe der na telha e os outros não tem nada com isso?

Será correto tomarmos atitudes, fazermos coisas com nossa vida não nos importando se com isso vamos ou não influenciar na vida dos outros?

Podemos em sã consciência fazer uso do nosso livre arbítrio para fazer o que queremos, sem nos preocuparmos com as conseqüências?

Para tudo neste mundo existem regras. Regras dos bons costumes, da moral, da ética, da cidadania, da civilidade.

Podemos fazer nossas próprias regras. Temos o direito de criar critérios próprios? Temos nós inteligência e discernimento para criar nosso próprio código de conduta?

E a cidadania onde fica?

Muitas vezes as coisas estão à nossa frente, mas fazemos questão de não vê-las, pelo nosso próprio benefício, para podermos tirar todo proveito possível da situação.

Mas será isso correto? Poderá um ser humano tomar atitudes em sua vida, que o beneficiem ou lhe dêem prazer ou simplesmente satisfaçam as suas vaidades, sem pensar nas conseqüências para os outros seres humanos? Isso não se chama egoísmo?

É necessário ser culto para saber pensar e agir corretamente?

Obviamente que não, princípio é uma coisa que trazemos do berço, não há cultura que faça uma pessoa ter bons princípios. Existem bandidos e canalhas ricos e instruídos. E existem pessoas humildes, sem conhecer a diferença entre um zero e um ó, que são pessoas honradas.

Agir corretamente é uma prerrogativa somente das pessoas dotadas de inteligência? Se assim o fosse, nós viveríamos num mundo caótico, pois, grande parte da população de nosso país é analfabeta ou quase isso.

O que será agir e pensar corretamente?

Há alguma cartilha que nos mostre como devemos agir?

Claro que temos muitas leis e códigos, mas não se trata disso.

Quanto era criança, aprendi que devemos agir sempre segundo a nossa consciência.Essa consciência, se forma na nossa infância e adolescência e se aprimora e desenvolve, quando ficamos adultos.

A nossa consciência é formada pelas coisas que aprendemos e vamos armazenando ao longo do nosso desenvolvimento intelectual durante a meninice e a puberdade.

Se formos criados desde o berço sem limites, sem barreiras, sem que seja colocado que como cidadãos temos deveres e direitos, acabaremos nos tornando cidadãos também sem limites, egoístas, não saberemos jamais exercer a cidadania que é necessária para se viver em sociedade.

O primeiro dos aprendizados que devemos ter em nossas vidas é o de que vivemos numa sociedade, que é composta por diversos indivíduos, que há outros seres humanos à nossa volta, que a vida não se resume exclusivamente na nossa pessoa, que a nossa sobrevivência depende da convivência com outras pessoas e que essa convivência precisa ser harmoniosa e cordial, para que possamos ser respeitados como indivíduos.

Devemos ter sempre em mente que temos deveres e direitos para com essa sociedade. Todavia, devemos primeiro em qualquer circunstancia, cumprir com nossos deveres para podermos depois, plenamente tomar posse de nossos direitos.Infelizmente isso pouco acontece na nossa sociedade. A Lei de Gerson, “de levar vantagem em tudo”, é o conceito mais usado entre a maioria das pessoas.

O seu vizinho liga o som no volume que interessa somente a ele, sem se importar se você gosta da música ou não, violando o seu direito de ouvir a música que quiser, ele também tem o direito de ouvir o que quiser, mas deveria ouvir num volume que satisfizesse somente ao desejo dele, sem incomodar às demais pessoas.

O seu colega de trabalho, que trabalha na mesa ao lado, masca chicletes o dia todo, um hábito horrível por sinal, não se preocupando se você está incomodado ou não.

O seu amigo acende um cigarro, mesmo sabendo que isso o incomoda e prejudica, pois, você sofre de asma, mas ele não se importa com isso, viola os seus direitos e de muitas outras pessoas abertamente sem se importar, isso é falta de cidadania e solidariedade, falta de humanidade.

Nas relações familiares então, a violação dos direitos é algo assustador. Maridos não respeitam esposas e vice-versa, pais não respeitam os direitos dos filhos e a recíproca é verdadeira, causando verdadeiras batalhas familiares.

Quem não respeita os direitos dos outros, certamente terá os seus violados.

Nossa sociedade está cheia de regras.

Regras de conduta, regras de bem viver, regras de comportamento social, regras de convivência familiar, são coisas inventadas pelo homem para tentar viver melhor em sociedade, mas quase nunca respeitadas.

O ser humano precisa conscientizar-se de que os outros também têm direitos, precisamos ser compreensivos, respeitadores das leis e preceitos de boa vizinhança, precisamos ser mais solidários com os outros seres que habitam esse nosso planeta, precisamos compreender que não somos animais irracionais e deixar de agir como tal.

Pregamos a paz e fabricamos armas, os políticos são inescrupulosos e irresponsáveis, formam cartéis, verdadeiras quadrilhas que assaltam os cofres públicos, dinheiro que deveria ser empregado para o bem estar da sociedade.

Os governantes acham que seus governos são feudos, que são propriedades suas e de seus asseclas, usam a coisa pública como se fosse sua propriedade particular, usufruindo dela para seu próprio benefício, sem culpa ou remorso, é o poder, que depois do dinheiro é o maior dos males da humanidade.

Mas na realidade o que falta ao ser humano é Deus em suas vidas, o homem, sem exceção acha que pode resolver a sua vida por si próprio, é neste ponto que ele cai no abismo, é aí que sua vida degenera-se, quando ele tenta fugir do crivo das coisas sagradas e pensa que pode agir conforme suas próprias leis e preceitos. Esquece-se de que toda lei é baseada nas escrituras sagradas, não precisaríamos de outras leis, temos simplesmente que obedecer aos dez mandamentos de Deus, que é o princípio de todas as leis criadas pelo homem.Enfim, falta-nos algo, falta-nos solidariedade, respeito, disciplina e cidadania, entre outras coisas, o desejo sincero de obedecer antes de ser obedecido.

Pensemos um pouco em nossos semelhantes, analisemos nossas atitudes para com eles, reflitamos no que temos feito e ficaremos envergonhados conosco.

Sejamos generosos, cumpramos antes com nossos deveres de cidadãos, depois de faze-lo, então tomemos posse de nossos direitos.

Certamente a sociedade e o mundo serão bem melhores.
.

(*) e-mail: jsnacre@hotmail.com

domingo, 18 de outubro de 2009

Seja educado com a sua cidade.


Autor: Claudia Matarazzo

Boa educação não se aplica apenas às pessoas, mas também ao seu país, estado e até mesmo sua cidade.
Muita gente acha a cidade em que mora feia, suja, perigosa.
A questão é: será que elas não podem fazer nada para melhorar?
É possível ajudar a nossa cidade, seja ela grande ou pequena.
É lógico que também podemos cobrar mais atenção das autoridades. Mas, há a nossa parte no trabalho.
Boa educação, cortesia e outros fatores que fazem de nós seres racionais e inteligentes também devem ser usados para melhorar a cidade em que vivemos e, conseqüentemente, nossa vida também.
Deixar a nossa calçada, a nossa rua, o bairro, a cidade, mais humana, mais bonita e charmosa pode começar com pequenos gestos que não são caros e nem difíceis.
Depende apenas de um pouco de boa educação e respeito – por nós e pela nossa “casa” no sentido mais amplo.
Plante uma árvore – Não precisa ser um militante de carteirinha ou se acorrentar ao tronco das árvores para protestar contra a derrubada das florestas.
Que tal começar a cuidar das plantas e árvores da sua calçada, do seu prédio ou mesmo da sua rua?
Segure a sujeira – ninguém gosta de ver a sujeira nas ruas e calçadas da cidade. Mas será que você se preocupa em jogar tudo nas latas de lixo ou colocar os sacos de lixo para fora, na hora do caminhão passar?
Vizinhos não são amigos – mas um dia poderão ser, só depende de você. Cara feia, mal-humorada, não resolve nenhum dos seus problemas e o seu vizinho ainda vai te achar um chato. Cumprimente as pessoas ao sair de casa, no elevador, aqueles que te atendem na padaria, no ônibus, no supermercado, etc.
Sorria. Na esteira de um simples sorriso, muita coisa boa pode acontecer. Já carranca, só gera mal estar e rugas. Muitas rugas.
A praia é sua – cuidar delas é uma obrigação da prefeitura. Porém, não sujar ou estragar, é uma obrigação de cada um. Sabe a expressão “cuidar como se fosse sua?” Pois é, assim mesmo... Atenção ao barulho – não fazer barulho depois das dez da noite é simplesmente uma questão de respeito aos vizinhos, mas que também faz bem a toda cidade. E, nem é tão difícil assim...
Use e abuse das palavras – daquelas certas, que fazem bem a quem ouve e também a você. Por favor, bom dia, obrigado, com licença, é um prazer, posso ajudar, vamos conversar, você primeiro, e tantas outras.
Uma cidade melhor se faz com pessoas dispostas a participar e a se mexer.
Não adianta votar e ficar sentado à espera de resultados.
Ser “educado” com a sua cidade vai ajudar a deixá-la mais viva e mais bela.
E lembre-se precisamos que a cidade se torne cada vez melhor para nossos filhos, netos, bisnetos...

O papel do professor de geografia na formação de pessoas

Autor: Maria Terezinha Rosa Valladares (*)
Texto publicado em Profiss?o Mestre – Ano 6 Nº 86 – 24/09/2008

"Não pretendo fazer uma falação calcada em otimismo demagógico, nem discutir as conhecidas dificuldades que entremeiam o nosso caminho.
Gostaria mais de falar de eixos norteadores de minha tentativa pessoal de contribuir na construção de uma sociedade justa e solidária: são eles a responsabilidade, o compromisso, a esperança e o amor.
São palavras um tanto quanto desgastadas pelo seu uso constante em discursos de toda a espécie. Todavia, têm para mim um significado muito além desta dimensão: são verdadeiramente os pontos cardeais que utilizo para não me deixar prender pelos nós do mau uso delas.
A responsabilidade é aquela premissa de estar sempre buscando a coerência entre a teoria e prática, entre o dito e o feito, entre o querer e o fazer.
É ela que me faz ser meiga e dócil no trato com alunos e colegas, por entender que as relações de aprendizagem e de trabalho precisam ser prazeirosas e gentis para serem frutíferas.
É ela também que me faz vencer uma enorme timidez para expor as coisas em que acredito.
É dela que retiro forças para vencer a temeridade de calar, quando seria fácil – e até cômodo – ficar quietinha no canto.
Ela me faz falar e brigar, como se nem fosse eu mesma... Também me faz vencer o cansaço, em noites que me debruço sobre livros.
Com ela transformo, não sei por que magia, as 24 horas do dia em muitas, muitas mais que eu possa entender ou explicar!
A responsabilidade de me fazer exemplo para alunos conseguiu alterar a calma e mansa forma de olhar o mundo, que me legou a minha educação familiar para uma forma mais ativa e crítica de analisar o que me rodeia.
Por causa dela, perdi um pouco da ingenuidade no julgamento dos fatos e me percebi aprendendo a espiar o que há por trás deles.
E aí ela se acorrentou ao compromisso: o que antes era certo porque diziam ser certo, passou a ser a fonte do querer descobrir.
O que se declarava ser sacerdócio, abnegação, transformou-se em luta, em engajamento não mais solitário, mas essencialmente coletivo.
O compromisso não é um ato individual, é uma postura social e política. Ele exige uma expansão que extrapola nossa dimensão, porque quer mais e só sobrevive se nos dispusermos a fazer crer no que cremos, mais e mais pessoas.
Está diretamente ligado à competência profissional e pessoal de crescer, de aprender mais, de lutar mais para transformar em melhor aquilo que fazemos e vivenciamos.
Mas não me basta só isto.
Para poder levar avante o compromisso com responsabilidade, não abro mão de cultivar a esperança. Não aquela esperança frouxa de que vai acontecer, mas a esperança como aquela de quem sabe faz a hora e não espera acontecer.
Partilho da mesma esperança de Paulo Freire em sua Pedagogia. É uma esperança que se constrói, na certeza de que é possível.
Ela me sustenta na superação de dificuldades e me impulsiona rumo ao futuro.
Ela me emociona com pequenas vitórias e não me deixa desiludir nos fracassos.
Com a esperança, me resgato dos cinqüenta e sete anos vividos e me torna mais disposta a perseverar.
Ela me dá a coragem de arrancar de cada tropeço, um impulso para a frente e não para o chão.
E aí, vem o amor. Não é um amor piegas, nem um amor de mão única.
É um amor que me dá asas à imaginação e me faz ver o mundo sempre colorido, mesmo quando o dia é cinzento e chuvoso.
É a base do meu dia-a-dia, é unificador de minhas convicções e o meu próprio perdão aos meus desacertos.
É o meu elo com todos os outros, superando desafetos, diferenças, incompreensões...
Com estes parâmetros construí minha práxis pedagógica.
Retirei deles a convicção de que a Geografia seria o meu caminho para fazer Educação.
Através deles vislumbro uma Geografia que não é só localizar e nem apenas explicar fatos ou fenômenos geográficos, mas é concretizar uma ação transformadora da/na sociedade.
Não acredito numa Geografia fria de conceitos bem ou mal formulados.
Acredito numa Geografia que canta ou murmura em rios que se salvam de ações de uma sociedade imediatista e sem um planejamento sério e compromissado com o amanhã; vibra e vive com mulheres e homens de qualquer classe, raça, crença, sexo, nacionalidade ou convicção política; ri e chora com companheiros vivos ou inertes deste Planeta Azul.
Creio numa Geografia que se faz com crianças, jovens e adultos, sem aquela decoreba sem graça que não conduz a nada, sem aquele desfiar inútil de números estatísticos e de nomes sem nenhum significado, porque sãodescontextualizados.
Acredito que a Geografia permite fazer a leitura do mundo muito além do simples ato de codificar ou decodificar símbolos alfabéticos: ela nos permite ler na observação dos astros do Universo que nos rodeia, nas montanhas que se elevam ou nos mares que se prolongam até ao horizonte, nos vales ensombrecidos, nas florestas decapitadas pelos homens, no trigo que brota, na fábrica que apita e solta fumaça no ar, nos homens de ombros caídos e na fala dos seus dirigentes ...
Ela não só nos conta as coisas, mas nos permite pensar, ao analisá-las, em como mudá-las, uma vez que estamos todos nelas inseridos.
Para fazer esta GEOgrafia, acredito numa metodologia de prazer que inclua leituras, pelo simples prazer de ler e buscar saber como outros constroem seu conhecimento, verificando as diferentes "verdades" que cada autor produz.
Proponho uma Geografia que se aproprie do prazer de jogos inocentes que possibilitam testar convicções sem disparar o terror das perguntas, nas quais não cabem certezas para errar, nem erros para acertar, apenas tentativas para medir conhecimento com zero ou dez, certo ou errado.
Quero uma Geografia que use a música, a história em quadrinhos, o filme, a poesia, a dramatização, a observação e o diálogo.
Gosto de textos em que o autor conversa comigo e não daqueles que falam com a própria ciência. Prefiro rir com o professor que me mostra o mundo como gente o u me provoca ao mostrar o homem como lobo do próprio homem.
Não quero fazer Geografia insossa de aspectos físicos, humanos e econômicos, como se o homem não fizesse parte da natureza e o econômico não fosse produzido pelo humano.
Quero a Geografia una, inteira, aquela que me conta como a Terra é um organismo vivo - Gaia - que precisamos cuidar para as futuras gerações, nossos netos, bisnetos, tataranetos e seus descendentes...
Penso que o papel do professor de Geografia na formação de uma sociedade crítica não precisa ser de um cavaleiro do Apocalipse, duro e cruel.
Não vejo a necessidade de amargura ou de pseudo-seriedade sem alegria e prazer.
A crítica não se faz com critiquice, mas com a capacidade de análise e de reinvenção do que precisa mudar. Se não for assim, de que me vale o futuro?
Se não creio na mudança para o melhor, talvez devesse me calar e não ser professora.
De que vale um mestre que não crê que a aprendizagem é um ato de amor e não tem limites? Que compromisso há em discutir o que não se acredita que pode mudar? Para que aprender? Para sofrer ou para viver?
Prefiro não fechar os olhos para a realidade, mas fitá-la com toda a intensidade, para perc eber onde está seu brilho e fazê-lo incindir sobre suas sombras...
Quem sabe assim, a Geografia possa justificar melhor sua existência como ciência e como parte dos estudos escolares."

(*) Marisa Terezinha Rosa Valladares é professora de Estágio Supervisionado, Didática e Tópicos Especiais de Geografia no Centro de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo – Mestre e Doutoranda em Educação.


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Que país é este?


Autor: Nelson Vieira de Souza (*)

Aquela máxima: "dê o bastão ao cidadão e veja qual será a reação dele" (digamos, seu comportamento, sua postura), é válida. As reações são as mais diferentes, só se saberá o tipo, a partir do momento que o sujeito passa a ter a posse do "bastão".
Uma coisa é: eu sou..., faço isto e farei... E no frigir dos ovos, é o que estamos vivenciando. E, quando dizem em alto e bom tom, inclusive batendo no peito: "eu sou honesto". Como se honestidade fosse privilégio de alguns. Ser honesto parece ser algo estranho. Bem, se pararmos para pensar, os valores hoje, estão invertidos. É aquela estória, as aparências enganam.
Sei lá, tem hora que pensamos estar vivendo fora de época, nem muito adiantado, nem muito atrasado, mas fora do eixo de centro, apesar do avanço tecnológico. Gente! Todos temos idéia do que é certo ou errado. Por que dificultar quando a solução está no simples. E a todo instante, vê-se que ao invés de facilitar, procura-se criar empecilhos, praticamente em tudo. É verdade que não devamos confundir com conhecimentos necessários para o exercício de profissões, com responsabilidades, que requerem estudos, estágios (prática e habilidade).

Dependemos uns dos outros, seja rico ou pobre. Diríamos que o rico tenha mais dependência, devido possuir mais bens materiais, advindo daí mais preocupações. Respiramos o mesmo ar (ainda é possível), temos liberdade para ir e vir (ainda é possível). Cremos que paramos por ai, senão vejamos: para nascer (paga-se), para viver (paga-se) e ao morrer (paga-se), isto é, existe taxa para tudo em tudo. Até entendemos a existência de custos. Mas, tem muito custo no custo, na relação custo benefício. Não há quem agüente, vamos simplificar. Puxa, somos castigados desde o nascimento. Façam uma reflexão.
Num país como o nosso, de dimensões continentais é difícil governar. A prioridade no sul não é a mesma do norte. Entretanto, educação, saúde e segurança são necessidades basilares em qualquer região, apesar das diferenças regionais existentes. Daí ser de bom alvitre deixar a cargo de cada região, fazer estudos e planos no tocante a investimentos na educação, saúde e segurança, com base na realidade vivida pela população, observados limites e supervisão do governo federal. Governar é enfrentar desafios. Buscar soluções para o povo, com o povo, com os pés no chão. Chega de promessas vãs. O povo é tolerante, contudo não é bobo.

O Brasil é um pais novo, tem de "tudo", do melhor ao pior e vice-versa. Continua valendo o dito pelo Pero Vaz de Caminha: "...em se plantando tudo dá...". Daí por analogia cabe perguntar: por quê não investem na educação? Ora gente! Somos mais de cento e oitenta milhões de pessoas, imaginem a maioria possuindo educação e gradativamente todos. E, isto é plenamente possível, desde que levado a sério, acrescido das dádivas que a natureza brindou o país. Nossa! Ninguém iria segurar o Brasil, no bom sentido. Sonhar ainda é permitido.

É lógico que investir na educação, pensamos ser prioridade. Povo educado sabe dos seus direitos, e, em contrapartida de seus deveres. Povo educado sabe fazer cobranças e exigir melhorias, por certo, também sabe valorizar quem lhes dá oportunidades.
Os exemplos estão aí no mundo. Vejam o que aconteceu com a Irlanda, a Espanha entre outros países, que aplicaram ações pró-educação. Atualmente, inexistem analfabetos, tiveram desenvolvimento surpreendente. Tudo porque apostaram na educação. Será que podemos fazer o mesmo? E, também obter resultados positivos?

Às vezes parece até que manter o povo sem educação é o objetivo daqueles que dirigem o país (antes e hoje). Pois que seria mais fácil ter o povo subjugado, manipulado, etc. e tal.
A educação é o início, o meio e o fim. Como querem que o país cresça, se deixam de lado a educação. Não conseguimos entender. Um povo (país) educado tem mais chances de crescer, progredir, dar sustentação de bem estar (saúde) e segurança à população, com geração de empregos e ativação positiva nos campos sócio, cultural e econômico.

A educação é um dever do Estado, levá-la, complementá-la, onde for necessário, com garantias, condições e meios, seja nos charcos, caatingas, cerrados, litoral, selva, centros urbanos e periferias, sem politicagem é o que o povo almeja.

Com certeza, quando isso um dia vier acontecer, os brasileiros, ao verem o esforço do governo, sem fins políticos, farão as suas partes.
Nações estão de "olho em nós". Nas nossas reservas e potenciais naturais. Será que queremos ser dominados? Povo sem educação, sem cultura, sem civismo, é como presa de fácil domínio.

Vamos fazer valer as leis, acabar com a impunidade, os benefícios aos apaziguados, preso tem que trabalhar (e nem é preciso dizer o por quê). Temos os mesmos direitos e obrigações, assim está explícito na Carta Magna.
Respeitados os estudos quanto à realidade de cada região, urge a elaboração de um plano para educação que abranja todos os recantos do país, numa forma genérica, com a valorização dos mestres e estímulo ao aprendizado, enfocando o que há de melhor em cada localidade, com a participação da sociedade, sem assistencialismo. O povo não quer esmolas. Aliás, esmolas geram degradação. O povo quer viver condignamente. O povo está ávido por conhecimentos, que possam ensejar qualificação, com visão de recompensa no futuro.

Nada de querer reinventar a roda, é somente arregaçar as mangas e por as mãos à obra, sem cogitar de querer levar vantagens, como é uso e vezeiro, nos tempos atuais.
Vantagem sim, a de propiciar o alargamento dos horizontes do povo, e impulsionar o progresso no Brasil. Mas, antes brasileiros, urge diminuirmos a corrupção (essa praga mais que milenar, nasceu com o homem, em face disso, subsiste em qualquer parte do mundo em escalas maiores ou menores), diminuir sim, porque acabar é uma utopia.
Em diminuindo, através de ações rígidas, desencorajadoras de tentativas, tanto para o corruptor como para o corrompido, temos convicção que resultados animadores surgirão.
Nós somos capazes. "Temos o direito de querer o melhor".
Que pais é este, que permanece com os braços cruzados?


segunda-feira, 16 de junho de 2008

O poder do cidadão.

Herbert de Souza (Betinho)

"A fome é a realidade, o efeito e o sintoma da ausência de cidadania.
Não é por acaso que a palavra cidadania está sendo cada vez mais falada e praticada na sociedade brasileira. Uma boa onda democrática que vem rolando mundo afora chegou ao Brasil há algum tempo e tem nos ajudado a descobrir como dar conta do que acontece na vida pública.
Cidadania é a consciência de direitos democráticos, é a prática de quem está ajudando a construir os valores e as práticas democráticas. No Brasil, cidadania é fundamentalmente a luta contra a exclusão social, contra a miséria, e mobilização concreta pela mudança do cotidiano e das estruturas que beneficiam uns e ignoram milhões de outros. E querer mudar a realidade a partir da ação com os outros, da elaboração de propostas, da crítica, da solidariedade e da indignação com o que ocorre entre nós.
Um cidadão não pode dormir com um sol deste: milhares de crianças trabalhando em condições de escravidão, trabalhadores sobrevivendo com suas famílias num quadro de miséria e de fome, a exploração da mulher, a descriminação do negro, uma elite rica esbanjando indiferença num mundo de festas e desperdícios escandalosos, de banqueiros metendo a mão no dinheiro do depositante, da polícia batendo em preto e em pobre.
A fome é a realidade, o efeito e o sintoma da ausência de cidadania. O ponto de partida e de chegada das ações cidadãs. A negação radical da miséria é um postulado de mudança radical de todas as relações e processos que geram a miséria. É passar a limpo a história, a sociedade, o Estado e a economia. Não estamos falando de coisas abstratas, de boas intenções ou desejos humanitários de alguns.
Cidadania é, portanto, a condição da democracia. O poder democrático é aquele que tem gestão, controle, mas não tem domínio nem subordinação, não tem superioridade nem inferioridade. Uma sociedade democrática é uma relação entre cidadãos e cidadãs. É aquela que se constrói da sociedade para o Estado, de baixo para cima, que estimula e se fundamenta na autonomia, independência, diversidade de pontos de vista e sobretudo na ética - conjunto de valores ligados à defesa da vida e ao modo como as pessoas se relacionam, respeitando as diferenças, mas defendendo a igualdade de acesso aos bens coletivos.
O cidadão é o indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Um cidadão com sentido ético forte e consciência de cidadania não abre mão desse poder de participação."