Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de janeiro de 2011

Um belo exemplo!!! Bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz recusa comenda no Senado

Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal.
Num plenário vazio, apenas com alguns parlamentares,

parentes e amigos do homenageado, o bispo cearense de Limoeiro do Norte, dom Manuel Edmilson Cruz impôs um espetacular constrangimento ao Senado Federal (jan/2011)
Dom Manuel chegou a receber a placa de referência da Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, das mãos do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE).

Mas, ao discursar, ele recusou a homenagem em protesto ao reajuste de 61,8% concedidos pelos próprios deputados e senadores aos seus salários.

“A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”.

O público aplaudiu a decisão. O bispo destacou que a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar filas nos hospitais da rede pública, contrasta com a confortável situação salarial dos parlamentares.

E acrescentou que o aumento “é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”.

Para quem quiser assistir:

Parabens Dom Manuel!!!!

terça-feira, 20 de abril de 2010

A educação do brasileiro. A voz do cidadão e o valor do dinheiro.

Autor desconhecido

Todos nós sabemos que o sucesso de um povo não é definido pela extensão territorial do pais que ocupa, pelas riquezas naturais que possuiu ou por quão antiga seja a sua história. O que define o sucesso de um povo é o seu acesso à educação de qualidade.
A educação do brasileiro é algo preocupante. Como convencer um cidadão de que ele não sabe algo e que precisa aprender, se ele não sabe que não sabe? Se ele não sabe que se souber, pode alcançar uma qualidade de vida melhor e se a ele foi negada a posse do conhecimento?
Durante 500 anos foi negado conhecimento e educação ao povo brasileiro. Durante 500 anos de cultura patriarcal foi ensinado ao menos favorecido que ele deve conformar-se com sua situação. Que deve se colocar em seu lugar. Mudar essa leitura que o brasileiro faz de si mesmo não é trivial.
A começar que o brasileiro comete o lamentável equivoco de confundir a posse de conhecimento com a posse de bens. Ele considera que adquirir conhecimento pode ser simplesmente um meio de suprir uma necessidade ou alcançar sucesso financeiro. Ele não considera que a obtenção do conhecimento pode ser uma fonte inesgotável de prazer e realização. Que pode dar ele uma vida mais produtiva, relacionamentos mais saudáveis e decisões mais equilibradas. Para ele todo valor está no dinheiro, no carrão, na casa de praia igual a da novela das oito, no pagamento das contas da mulherada que ele pode atrair quando tem dinheiro ou dos amigos na mesa de bar. O valor não está na posse do conhecimento que pode fazer toda a diferença, que lhe dá liberdade e poder de escolha.
Além disso, há o equívoco de quem ensina pensar que pode ser diminuído na sua capacidade se o aluno tiver um aproveitamento excepcional, como se o prazer de ensinar não fosse justamente o do aluno equiparar-se a seu mestre e superá-lo.
Como é que se vai permitir que o outro, seja um igual? Como o governante vai guiar o povo, se o povo aprender a guiar sua própria vida, seu próprio destino. E se o povo aprender a pensar?
O que é preciso entender é que o Brasil não é a terra, e que a terra sem a sua gente não é nada. O Brasil são as pessoas que povoam a terra, e que o valor de um povo não está nos bens materiais que possui, mas no conhecimento que possui e com o qual pode gerar riquezas.
Estamos na Era do Conhecimento. E agora? Como poderemos falar em vantagem competitiva para o nosso país, quando um percentual tão pequeno da população tem acesso à uma educação de qualidade? Quando nossos jovens saem da escola sem saber escrever e sem manipular as quatro operações básicas da matemática? Ao invés disso saem prontos para serem manipulados?
Acho que podemos começar enaltecendo a família, o lar. O pai, a mãe. Enaltecendo o trabalho, e ensinando que trabalhar e estudar são coisas boas. Zerando essa ética invertida de novelas que diz que trabalhar é para pobres, como se não houvesse honra no pobre que é trabalhador. Ensinando que há honra no trabalho, no respeito ao próximo e a natureza. Colocando valor naquilo que tem valor, e não no dinheiro, que é o resultado produzido pelo cidadão de valor.

Bibliografia:
CUNHA, Luiz Antônio. O golpe na educação. 11 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002
ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da Educação no Brasil(1930/1973). 28 ed. Petrópolis: Editora Vozes
CHAUI, Maria Helena. Convite à Filosofia

domingo, 8 de novembro de 2009

Esta é uma frase dita há 2060 anos e ainda está atual.


Autor: Marcus Tullius - 55 a.c

Tirem as suas conclusões....

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Indignação com o sistema eleitoral brasileiro


Autor: Sergio L.M. Rocha (*)


Quanta decepção!
Quando a coisa parece que vai melhorar, topamos com a notícia, de que o STF decidiu liberar a candidatura dos fichas-sujas em todo o país, sepultando assim a campanha de entidades civis e de juízes eleitorais pelo veto à candidatura de quem responde a processos.
Realmente é desanimador para todos nós que queremos ver e viver num país mais sério!
Chego a conclusão de que a doença maligna já se espalhou por todo o corpo e se torna muito difícil, salvar o paciente, independente dos remédios que se tenta aplicar e dos esforços de uns poucos médicos e cirurgiões.
Os vírus, as bactérias e os germes adquiriram o controle do corpo.
Nos resta apenas a esperança e o compromisso moral de continuar lutando contra tudo isso.
É certo de que a falta de escolaridade não determina o caráter de uma pessoa, mas infelizmente contribui para o desinteresse de uma grande parte desta população, senão a maioria, pela política e pelos problemas nacionais.

Com a dificuldade de conseguir emprego ou, se o conseguir, pela baixa remuneração destes, o eleitor com baixa escolaridade ou nenhuma, se torna uma presa fácil de candidatos que lhes oferecem dinheiro ou facilidades em troca de voto.

Daí o alerta as pessoas sérias deste país, particularmente a todas àquelas que atuam na Justiça, no Congresso Nacional e na Imprensa.

Se não houver mudanças drásticas e imediatas no sistema político brasileiro, que impeçam que indivíduos com ficha-suja, inqualificados, corruptos e representantes de marginais, se candidatem a ocupar posições no legislativo, em breve o Congresso reuniará um contingente tão grande destes individuos que as Leis deste país começarão a se modificar de tal forma que haverá uma completa inversão de valores.
Logo, o cidadão correto e honesto passará a ser o grande marginal e conforme disse Ruy Barbosa:

"Tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

De tanto ver triunfar as nulidades,

de tanto ver prosperar a desonra,

de tanto ver crescer a injustiça,

de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,

o homem chega a desanimar da virtude,

a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".


"O maior legado de uma Nação a seus filhos é o cuidado com sua honra, com sua justiça e a honestidade com que conduz o seu Poder"


(*) Sergio L.M. Rocha é administrador de empresas e consultor.

domingo, 23 de agosto de 2009

Simetria na casa dos horrores.


Autor: Candido Mendes(*)
O Globo 22/08/09


Mais do que a indignação, agora, com os escândalos do Senado, frustramo-nos ao saber de vez que continuaremos no "tudo bem". Mas o país começa a perceber a ingenuidade da própria cólera face aos muitos Brasis que envolve a nossa representação política. Por quanto tempo demorará a memória do incidente Sarney diante da certeza inabalável de coronéis e cangaceiros de que se manterá a casa de horrores na Praça dos Três Poderes?

O que está em causa é saber-se como, pela nova exigência da democracia, o país vai se acomodar ainda ao denuncismo moralista, que termina por reforçar o status quo diante das sempiternas propostas da maquiagem reformista. Avança, de fato, uma consciência nacional contra a cosanostra e as políticas de clientela, pedida pelo desenvolvimento sustentado e chegando a uma real emergência cívica?

Escândalos como os de agora não chegam à maioria da população. Essa, das classes C, D e E, hoje mobilizadas pela mudança e pela definitiva opção do povo de Lula pela continuação do que representa o seu governo. De outra parte, o desfecho final pelo arquivamento das denúncias mostra, também, com a saineta grotesca do deputado Paulo Duque, como sempre voltamos ao dantes no quartel de Abrantes. A raiva contra o Senado e seus exorcismos oratórios pode levar aos disparates constitucionais, como, por exemplo, a supressão da Casa, propondo-se a adoção de um sistema unicameral.

Chegamos ao paradoxo de violar a democracia pelos desmandos dos legisladores. O Congresso exprime a voz do povo e dos Estados, distintamente. Nessa condição constitui a vontade nacional. Coronéis e cangaceiros são também parte da representação nacional nesses dois Brasis, que vão ainda continuar e só se modificam por uma maturação da consciência coletiva. Eleições legítimas são as que não excluem ninguém, e os interesses do establishment continuam, resistem e às vezes até se recuperam. Mais ainda, podem tecnologicamente modernizar-se como donos da mídia e de novas capatazias dos currais eletrônicos.

Tanto haja subdesenvolvimento, tanto permanecerão chefias e caciques do velho regime e sua presença agressiva nos cenáculos de poder, seus dedos em riste, seu direito ao palavrão e suas desculpas. Mesmo porque a diatribe acaba sempre na mesma domesticidade do país das clãs e do destempero, tão repetido quanto familiar. O vocábulo da descompostura, por sua vez, é parco, como a subalimentação mofina do país das clientelas.

O destampatório das últimas semanas foi a este id profundo do nosso inconsciente coletivo instalado. Nele, a simetria de coronéis e cangaceiros garante, paradoxalmente também, sua solidariedade de base. E a realpolitik também é simétrica, no maquiavelismo de pedir o governo a aliança já, para desmantelá-la depois com seus resultados, ou o dos coronéis, de acreditar que ficarão no meio do caminho com as benesses da hora soltando o mudancismo petista.

O Brasil de fundo vê o affair do Senado como problema da nação dos ricos. A que nasce agora com menos injustiça social envolve o país que se beneficiou do PAC e só olha para a frente. Os aliancismos têm desfecho certo, removendo, pelos novos canteiros de obra, os municípios dos velhos pactos de poder. E o PT cobra agenda mais que acelerada para voltar à frente desse eleitorado que, saindo da marginalidade, trouxe nesse biênio a população de uma Colômbia ao povo de Lula.

(*) CANDIDO MENDES é presidente do Senior Board do Conselho Internacional de Ciências Sociais da Unesco.

Sobre política e jardinagem


Autor: Rubem Alves

De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer chamado. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um ‘fazer’. No lugar desse ‘fazer’ o vocacionado quer ‘fazer amor’ com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada.

‘Política’ vem de polis, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade.

Talvez por terem sido nômades no deserto, os hebreus não sonhavam com cidades: sonhavam com jardins. Quem mora no deserto sonha com oases. Deus não criou uma cidade. Ele criou um jardim. Se perguntássemos a um profeta hebreu ‘o que é política?’, ele nos responderia, ‘a arte da jardinagem aplicada às coisas públicas’.

O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se à sua volta está o deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim.

Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor mas não tem poder. Mas o político tem. Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins de verdade. A vocação política é transformar sonhos em realidade. É uma vocação tão feliz que Platão sugeriu que os políticos não precisam possuir nada: bastar-lhes-ia o grande jardim para todos. Seria indigno que o jardineiro tivesse um espaço privilegiado, melhor e diferente do espaço ocupado por todos. Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança.

Vocação é diferente de profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão o prazer se encontra não na ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. O homem movido pela vocação é um amante. Faz amor com a amada pela alegria de fazer amor. O profissional não ama a mulher. Ele ama o dinheiro que recebe dela. É um gigolô.

Todas as vocações podem ser transformadas em profissões O jardineiro por vocação ama o jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que, para que isso aconteça, ao seu redor aumente o deserto e o sofrimento.

Assim é a política. São muitos os políticos profissionais. Posso, então, enunciar minha segunda tese: de todas as profissões, a profissão política é a mais vil. O que explica o desencanto total do povo, em relação à política. Guimarães Rosa, perguntado por Günter Lorenz se ele se considerava político, respondeu: ‘Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade... Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem.’ Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las.

Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão. O triste é que muitos que sentem o chamado da política não têm coragem de atendê-lo, por medo da vergonha de serem confundidos com gigolôs e de terem de conviver com gigolôs.

Escrevo para vocês, jovens, para seduzi-los à vocação política. Talvez haja jardineiros adormecidos dentro de vocês. A escuta da vocação é difícil, porque ela é perturbada pela gritaria das escolhas esperadas, normais, medicina, engenharia, computação, direito, ciência. Todas elas, legítimas, se forem vocação. Mas todas elas afunilantes: vão colocá-los num pequeno canto do jardim, muito distante do lugar onde o destino do jardim é decidido. Não seria muito mais fascinante participar dos destinos do jardim?

Acabamos de celebrar os 500 anos do descobrimento do Brasil. Os descobridores, ao chegar, não encontraram um jardim. Encontraram uma selva. Selva não é jardim. Selvas são cruéis e insensíveis, indiferentes ao sofrimento e à morte. Uma selva é uma parte da natureza ainda não tocada pela mão do homem. Aquela selva poderia ter sido transformada num jardim. Não foi. Os que sobre ela agiram não eram jardineiros. Eram lenhadores e madeireiros. E foi assim que a selva, que poderia ter se tornado jardim para a felicidade de todos, foi sendo transformada em desertos salpicados de luxuriantes jardins privados onde uns poucos encontram vida e prazer.

Há descobrimentos de origens. Mais belos são os descobrimentos de destinos. Talvez, então, se os políticos por vocação se apossarem do jardim, poderemos começar a traçar um novo destino. Então, ao invés de desertos e jardins privados, teremos um grande jardim para todos, obra de homens que tiveram o amor e a paciência de plantar árvores à cuja sombra nunca se assentariam. (Folha de S. Paulo, Tendências e Debates, 19/05/2000.)

A CAMINHO DOS 99,9999995%


Autor: Gilberto Geraldo Garbi (*)

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo “nunca antes visto nesse país” e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.

Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coréia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coréia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo...


Portanto, a popularidade de Lula ainda “tem espaço” para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas.. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a
unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição...

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa.

Como você não é muito chegado a Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.


E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados; dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas prostitutas da política e beijam-lhes as mãos por receber de volta algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.

Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é – uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes – quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada.


MUDADA PELA EDUCAÇÃO, PELA PERSEVERANÇA, PELA PUNIÇÃO DOS MAUS, PELA RECOMPENSA DOS BONS E PELO EXEMPLO DOS GOVERNANTES.

E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral, se você a tivesse.

Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País.

Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos.

Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda?

Eu não o considero inteligente, no sentido estrito da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente circulam, nem se entregaria a seu permanente êxtase de vaidade e auto idolatria.

Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes.

Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: “Aqui todos são subornáveis”.

Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder, tornando-a generalizada e fazendo-a permear até os últimos níveis da Administração.

Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.

Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa.

Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor, a mesma política que você manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar.

Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão.

Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho.

Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas.

Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros "cumpanheros" pegos em flagrante.

Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las.

Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.

Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e
desperdiçar os recursos que tanta falta fazem aos hospitais.

Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas.

Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.

Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas.

Lula, você não tem nem nunca teve ideais, apenas ambições.

Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado.

Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se aliou à escória do Congresso, aquela mesma contra quem você vociferava no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que pouquíssimo da arrecadação sobraria para os investimentos de que tanto carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o compadrio e o populismo; e vai por aí... Justiça, ora a Justiça, é o que você pensa...

Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta.

Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo?

E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente detestam é o trabalho: então, muito mais fácil é o atalho das cotas, mesmo que elas criem hostilidades entres as cores, que seus critérios sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam valer-se delas.

A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas.

O que houve entre o BNDES e as redes de televisão?

O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a Salete Lemos?

Essa técnica de comprar ou perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais opositores as opções: “O plata, o plomo”. Peça ao Marco Aurélio para traduzir. Ele fala bem o Espanhol.

Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem.

Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade?

É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas.

Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente, mas que caiu em seu colo.

Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro e grande parte da população parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de lentilhas da melhoria econômica.

É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje... E, como se diz na França, “l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien”.

Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora Paris e a gente sustentou seu gigolô franco-argentino por um bom tempo...


(*) Gilberto Geraldo Garbi foi classificado a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA, entre outras honrarias que recebeu daquela instituição. Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente daTELEBRÁS.

Quadrilhas públicas.


DOM JOÃO DE ORLEANS E BRAGANÇA
O Globo - 07/08/2009


“Que saiam democraticamente da vida institucional brasileira estes senhores e senhoras, famiglias feudais que insistem em misturar o público e o privado, para quem o “Brasil não é um país de todos”, é mais deles. São passado e não podem continuar no presente.

Que saiam filhos, netos, namorados, indicados, apadrinhados, apaniguados, contratados com nepotismo cruzado, com orçamentos superfaturados.

Que sejam julgados. Que todos sejam tratados como pessoas comuns independentemente de suas biografias. Somos todos iguais.

Que entrem para a política cada vez mais idealistas e patriotas. Que os conselhos de ética sejam de ética e não um teatro. Que ninguém se lixe para a opinião publica.

Que caixa 2 não seja usado sistematicamente pelos partidos políticos.

Que não precisem enfiar a mão na m…. para fazer política.

Que não se aceite a política como ela é hoje. Que se respeite 190 milhões de brasileiros. Que não se admita que os meios justifiquem os fins.

É a porta aberta para o autoritarismo.

Que não se use milhares de cargos públicos para abrigar políticos incompetentes.

Que nos indignemos com as conversas cifradas, às escondidas, por telefone, entre os quadrilheiros que combinam negócios públicos em beneficio próprio. Minha admiração pelo Ministério Público e pela Policia Federal. Que não se julgue políticos só pelo que eles fazem durante o mandato, e sim pelo que eles fizeram durante a vida. Caráter e ética não têm prazo fixo.

Que os formadores de opinião e intelectuais que tanto lutaram durante a ditadura continuem presentes deixando partidos e ideologia em segundo lugar.

O Brasil vem em primeiro.

Que a alternância de poder cada vez mais enriqueça o debate político e promova o surgimento de novas lideranças.

Que se fortaleça a independência dos Poderes e não se aceite interferência. É um dos pilares da democracia.

Que se lute pela defesa da Res-Pública.

Onde estão os valores republicanos? Não é republicano defender os senadores Sarney, Renan e Jader Barbalho, afundados em denúncias e claros indícios de ilegalidade e imoralidade.

Que se questionem aqueles que brigaram, se xingaram, se denunciaram e hoje se abraçam pela política mesquinha.

Que não se venda a alma ao diabo pela governabilidade. A normalidade institucional e os brasileiros pagarão por estes pecados.

Que se pense mais na próxima geração do que na próxima eleição. Que os políticos sejam e pareçam honestos.

Que se fortaleçam cada vez mais as instituições de Governo e de Estado.

Montesquieu dizia no século XVIII : “O Estado moderno deve converter as virtudes pessoais em virtudes institucionais.” Que o fim da impunidade seja o começo e causa principal para esta mudança com a criação de uma secretaria especial, independente, com promotores e juízes e a finalidade específica de investigar e indiciar nos processos que envolvam a esfera pública, com penas mais pesadas para quem lesa o país.

Que acabe o foro privilegiado (para crimes comuns) que envolvam políticos tirando dos tribunais superiores os processos que não andam pela falta de agilidade e excesso de recursos.

Que os cargos de administração no Senado e na Câmara de deputados sejam ocupados por concursados com mandatos curtos.

Que tenha limitação constitucional a indicação política para cargos públicos.

Na Inglaterra são 300, o resto são técnicos de carreira. Nos EUA são perto de 10.000 em todo o país.

Que haja descentralização econômica na esfera federal. Há uma promiscuidade enorme entre forças políticas que dependem de verba, tanto nos repasses aos estados quanto nas emendas ao orçamento que viram moeda de troca nas votações importantes para o governo.

Estas emendas existem em vários países, mas passam por uma comissão de avaliação independente.

Uma pesquisa que faz parte do livro “A cabeça do brasileiro”, do professor Alberto Carlos Almeida, mostra como a “zona cinzenta moral”, o “jeitinho” e a corrupção são cada vez menos aceitos à medida que os índices de escolaridade aumentam. Tanto no jeitinho quanto na corrupção “ignorou-se um principio geral: a necessidade de se seguir regras e leis. A diferença entre ambos é de grau, mas não de conteúdo”.

O professor diz ainda que “está em curso uma importante mudança nos padrões morais do Brasil à medida que as gerações se sucedem”. Acesso a informação, escolaridade e educação são o caminho para este quadro continuar a mudar.

É possível! Podemos chegar perto disso. Passamos por dois períodos importantes de nossa história recente.

A luta pela democracia. Conseguimos! A estabilidade da moeda, tornandose prioridade de estado, e não só de governo, fazendo com que 45 milhões de pessoas ascendessem socialmente nos últimos 15 anos.

Acredito que estamos no período de varrer as quadrilhas públicas. Nunca chegaremos à perfeição. Nenhum país chegou, mas podemos avançar muito.

Estamos diante de dois quadros sobre o mesmo tema. O ruim são os inimigos públicos de terno e gravata, com suas unhas esmaltadas e cabelos pintados (nem todos), que, articulados, falam nos telejornais, vão às cerimônias e são aliados do governo de plantão, mas não são aliados do Brasil, nem da ética, pelo contrário, se defendem, enriquecem às custas de obras públicas, licitações dirigidas, concessões e empreiteiras legislando em causa própria. São as raposas tomando conta do galinheiro.

O quadro bom são a transparência e as liberdades para que possamos ver estes tumores abertamente. É um grande avanço detectar e se indignar.

O Brasil precisa daqueles que sirvam ao país, não daqueles que se servem.

Tudo isto é a minha opinião de cidadão brasileiro, que, como todos, tem direitos e obrigações, a começar pelo respeito ao Brasil .

OBS: O termo “quadrilha” foi usado em entrevistas por vários presidentes nos últimos 20 anos para qualificar uns aos outros. Os mesmos que confraternizam hoje.”

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Só a EDUCAÇÃO salva o BRASIL. (SR)


Autor: Sergio L. M. Rocha (*)

Existem várias maneiras de se fazer política, a minha por certo ainda não é o de praticá-la através do exercício de algum cargo eletivo.

Talvez no futuro, caso seja fundado um partido que só abrigue homens públicos de ilibada reputação, sérios, dignos, íntegros e comprometidos com ideais nacionalistas, sem no entanto se deixar cair na xenofobia, etc.

Um partido cuja prioridade número um seja a EDUCAÇÃO, num grande projeto de transformação da nossa sociedade, do ensino básico às Universidades.

Recentemente publiquei um pequeno texto com o título "Carência de homens públicos com dignidade" onde pergunto por que é que os poucos homens públicos íntegros e com dignidade que ainda resistem no Congresso, não fundam um PARTIDO, onde não se misturem aos indignos existentes nos seus atuais partidos.

A verdade é que algo precisa ser feito urgentemente antes que todas as laranjas boas sejam devoradas e somente as podres permaneçam.

Mas reconheço que este é um sonho ainda distante, infelizmente. Reconheço também a assustadora malha de corrupção e de conveniência de interesses pessoais que foi montada pelos grupos que tomaram de assalto o nosso país.

Algo comparável a metástase que acomete uma pessoa possuidora de um câncer de alta malignidade. Somente um procedimento mais agressivo, pode levar chance ao doente. É preciso extirpá-lo e tratá-lo convenientemente a fim de que não retorne.

A total ausência de líderes comprometidos com essa missão e a indolência de segmentos-chave onde se encontra a elite pensante e esclarecida do nosso país, impedem que isto aconteça.

Sinceramente, não vejo a menor chance disso acontecer a curto prazo, apesar de continuar contribuindo neste sentido.

É por isso que aposto todas as minhas fichas na EDUCAÇÃO séria, mas para isso seria preciso um grande comprometimento da sociedade, dita esclarecida e comprometida com ideais maiores.

Não faz muito tempo fiz um curso na Escola Superior de Guerra, na Urca, e confesso que sai de lá arrasado com a apatia reinante na maioria dos participantes daquele ciclo de estudos.

Ora, se uma massa pensante, que se diz esclarecida politicamente e se considera a elite dos diversos segmentos ali reunidos, não se sente capaz de se organizar e reagir, o que dirá dos outros.

A briga é feia amigo(a) e terá que envolver a mídia, as Universidades, os estudantes, os profissionais e seus Conselhos ou Ordens, por que Sindicatos, UNE, Igrejas, Movimentos sociais, etc, estão definitivamente comprometidos com o governo que tudo faz para aumentar a dependência da população desinteressada dos ideais maiores e assim se perpetuar no poder, mas tudo escudado convenientemente por uma eleição democrática, vide o que se passa na Venezuela.

Tudo falso, medíocre, demagógico e ditatorial.

Rezo para que as pessoas que mostram indignadas com tudo isso aumente a cada dia, quem sabe ainda terei tempo de comemorar esta vitória.

Se gostas do assunto, recomendo ler do professor Alberto Carlos de Almeida, o livro "A cabeça do Brasileiro" o da professora Livia Barbosa, "O jeitinho brasileiro" e o de Roberto DaMatta, "A casa e a Rua".

Estes três livros traçam de forma clara e evidente os diversos Brasis existentes, infelizmente, a maioria que elege os nossos legisladores e os nossos governantes, são analfabetos políticos, independente do nível de escolaridade, social e salarial.

Nos diz o professor Alberto em seu livro, que “a qualidade da democracia aumenta quando a população é mais escolarizada. Mais do que isso, a democracia só é possível em sociedades com níveis mais elevados de escolarização. Uma população formalmente mais educada resulta em mais desenvolvimento econômico e maior pluralismo.”

Para isso é necessário um esforço titânico para mudar a cabeça do brasileiro, pois há de se mexer na cultura já arraigada, e, o que é pior, diversificada, pois em cada região do país ela ganha contornos próprios.

Não há uniformidade no pensar, de princípios e de valores morais, por isso é muito difícil resolver a curto prazo e por apenas um governo.

Realmente este é um projeto que se poderia dizer verdadeiramente da soberania nacional, estratégico, perene e constitucional.

Alguém se habilita a fazer???




(*) Sergio L. M. Rocha é Administrador de empresas e consultor.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Aula de mestre - A bananada da vovó.

Prof. Weber Figueiredo (weber@globo.com)
O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Weber Figueiredo, deu uma última aula para seus ex-alunos, em 13 de agosto de 2002.

Diante de uma platéia de formandos, acompanhados de seus pais, o professor paraninfo da turma, discursou sobre o Brasil.

Leia o que disse o Prof. Weber Figueiredo.

“Ilustríssimos Colegas da Mesa, Senhor Presidente, meus queridos alunos, Senhoras e Senhores.
Para mim é um privilégio ter sido escolhido paraninfo desta turma. Esta é como se fora a última aula do curso. O último encontro, que já deixa saudades. Um momento festivo, mas também de reflexão.Se eu fosse escolhido paraninfo de uma turma de direito, talvez eu falasse a importância do advogado que defende a justiça e não apenas o réu. Se eu fosse escolhido paraninfo de uma turma de medicina, talvez eu falasse da importância do médico que coloca o amor ao próximo acima dos seus lucros profissionais. Mas, como sou paraninfo de uma turma de engenheiros, vou falar da importância do engenheiro para o desenvolvimento do Brasil.
Para começar, vamos falar de bananas e do doce de banana, que eu vou chamar de bananada especial, inventada (ou projetada) pela nossa vovozinha lá em casa, depois que várias receitas prontas não deram certo. É isso mesmo.
Para entendermos a importância do engenheiro vamos falar de bananas, bananadas e vovó.A banana é um recurso natural, que não sofreu nenhuma transformação.A bananada é = (a banana + outros ingredientes + a energia térmica fornecida pelo fogão + o trabalho da vovó...e + o conhecimento, ou tecnologia da vovó).
A bananada é um produto pronto, que eu vou chamar de riqueza.
E a vovó?
Bem, a vovó é a dona do conhecimento, uma espécie de engenheira da culinária.
Agora, vamos supor que a banana e a bananada sejam vendidas.
Um quilo de banana custa um real.
Já um quilo da bananada custa cinco reais.
Por que essa diferença de preços?
Porque quando nós colhemos um cacho de bananas na bananeira, criamos apenas um emprego: o de colhedor de bananas.
Agora, quando a vovó, ou a indústria, faz a bananada, ela cria empregos na indústria do açúcar, da cana-de-açúcar, do gás de cozinha, na indústria de fogões, de panelas, de colheres e até na de embalagens, porque tudo isto é necessário para se fabricar a bananada.
Resumindo, 1kg de bananada é mais caro do que 1kg de banana porque a bananada é igual banana, mais tecnologia agregada, e a sua fabricação criou mais empregos do que simplesmente colher o cacho de bananas da bananeira.
Agora vamos falar de outro exemplo que acontece no dia-a-dia no comércio mundial de mercadorias.
Em média: 1kg de soja custa US$ 0,10 (dez centavos de dólar), 1kg de automóvel custa US$ 10, isto é, 100 vezes mais, 1kg de aparelho eletrônico custa US$ 100, 1kg de avião custa US$1.000 (10mil quilos de soja) e 1kg de satélite custa US$ 50.000.
Vejam, quanto mais tecnologia agregada tem um produto, maior é o seu preço, mais empregos foram gerados na sua fabricação.
Os países ricos sabem disso muito bem. Eles investem na pesquisa científica e tecnológica.
Por exemplo: eles nos vendem uma placa de computador que pesa 100g por US$ 250.
Para pagarmos esta plaquinha eletrônica, o Brasil precisa exportar 20 toneladas de minério de ferro.
A fabricação de placas de computador criou milhares de bons empregos lá no estrangeiro, enquanto que a extração do minério de ferro cria pouquíssimos e péssimos empregos aqui no Brasil
O Japão é pobre em recursos naturais, mas é um país rico.
O Brasil é rico em energia e recursos naturais, mas é um país pobre.
Os países ricos, são ricos materialmente porque eles produzem riquezas.
Riqueza vem de rico. Pobreza vem de pobre.
País pobre é aquele que não consegue produzir riquezas para o seu povo.Se conseguisse, não seria pobre, seria país rico.
Gostaria de deixar bem claro três coisas:
1º) quando me refiro à palavra riqueza, não estou me referindo a jóias nem a supérfluos. Estou me referindo àqueles bens necessários para que o ser humano viva com um mínimo de dignidade e conforto;
2º) não estou defendendo o consumismo materialista como uma forma de vida, muito pelo contrário;
3º) e acho abominável aqueles que colocam os valores das riquezas materiais acima dos valores da riqueza interior do ser humano.
Existem nações que são ricas, mas que agem de forma extremamente pobre e desumana em relação a outros povos.
Creio que agora posso falar do ponto principal.
Para que o nosso Brasil torne-se um País rico, com o seu povo vivendo com dignidade, temos que produzir mais riquezas.
Para tal, precisamos de conhecimento, ou tecnologia já que temos abundância de recursos naturais e energia.
E quem desenvolve tecnologias são os cientistas e os engenheiros, como estes jovens que estão se formando hoje.
Infelizmente, o Brasil é muito dependente da tecnologia externa.
Quando fabricamos bens com alta tecnologia, fazemos apenas a parte final da produção.Por exemplo: o Brasil produz 5 milhões de televisores por ano e nenhum brasileiro projeta televisor.
O miolo da TV, do telefone celular e de todos os aparelhos eletrônicos, é todo importado. Somos meros montadores de kits eletrônicos.
Casos semelhantes também acontecem na indústria mecânica, de remédios e, incrível, até na de alimentos.
O Brasil entra com a mão-de-obra barata e os recursos naturais.
Os projetos, a tecnologia, o chamado pulo do gato, ficam no estrangeiro, com os verdadeiros donos do negócio.
Resta ao Brasil lidar com as chamadas caixas pretas.
É importante compreendermos que os donos dos projetos tecnológicos são os donos das decisões econômicas, são os donos do dinheiro, são os donos das riquezas do mundo.
Assim como as águas dos rios correm para o mar, as riquezas do mundo correm em direção aos países detentores das tecnologias avançadas.
A dependência científica e tecnológica acarretou para nós brasileiros a dependência econômica, política e cultural.
Não podemos admitir a continuação da situação esdrúxula, onde 70% do PIB brasileiro é controlado por não residentes.
Ninguém pode progredir entregando o seu talão de cheques e a chave de sua casa para o vizinho fazer o que bem entender.
Eu tenho a convicção que desenvolvimento científico e tecnológico aqui no Brasil garantirá aos brasileiros a soberania das decisões econômicas, políticas e culturais. Garantirá trocas mais justas no comércio exterior. Garantirá a criação de mais e melhores empregos.
E, se toda a produção de riquezas for bem distribuída, teremos a erradicação dos graves problemas sociais.
O curso de engenharia da UERJ, com todas as suas possíveis deficiências, visa formar engenheiros capazes de desenvolver tecnologias.
É o chamado engenheiro de concepção, ou engenheiro de projetos.
Infelizmente, o mercado desnacionalizado nem sempre aproveita todo este potencial científico dos nossos engenheiros.
Nós, professores, não podemos nos curvar às deformações do mercado. Temos que continuar formando engenheiros com conhecimentos iguais aos melhores do mundo.
Eu posso garantir a todos os presentes, principalmente aos pais, que qualquer um destes formandos é tão ou mais inteligente do que qualquer engenheiro americano, japonês ou alemão.
Os meus trinta anos de magistério, lecionando desde o antigo ginásio até a universidade, me dá autoridade para afirmar que o brasileiro não é inferior a ninguém, pelo contrário, dizem até que somos muito mais criativos do que os habitantes do chamado primeiro mundo.
O que me revolta, como professor cidadão, é ver que as decisões políticas tomadas por pessoas despreparadas ou corruptas, são responsáveis pela queima e destruição de inteligências brasileiras que poderiam, com o conhecimento apropriado, transformar o nosso Brasil num país florescente, próspero e socialmente justo.
Acredito que o mundo ideal seja aquele totalmente globalizado, mas uma globalização que inclua a democratização das decisões e a distribuição justa do trabalho e das riquezas.
Infelizmente, isto ainda está longe de acontecer, até por limitações físicas da própria natureza.Assim, quem pensa que a solução para os nossos problemas virá lá de fora, está muito enganado.O dia que um presidente da República, em vez de ficar passeando como um dândi pelos palácios do primeiro mundo, resolver liderar um autêntico projeto de desenvolvimento nacional, certamente o Brasil vai precisar, em todas as áreas, de pessoas bem preparadas.
Só assim seremos capazes de caminhar com autonomia e tomar decisões que beneficiem verdadeiramente a sociedade brasileira.
Será a construção de um Brasil realmente moderno, mais justo, inserido de forma soberana na economia mundial e não como um reles fornecedor de recursos naturais e mão-de-obra aviltada.
Quando isto ocorrer, e eu espero que seja em breve, o nosso País poderá aproveitar de forma muito mais eficaz a inteligência e o preparo intelectual dos brasileiros e, em particular, de todos vocês, meus queridos alunos, porque vocês já foram testados e aprovados.
Finalmente, gostaria de parabenizar a todos os pais pela contribuição positiva que deram à nossa sociedade possibilitando a formação dos seus filhos no curso de engenharia da UERJ.
A alegria dos senhores, também é a nossa alegria.
Muito Obrigado."




quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Íntegra do discurso de vitória de Barack OBAMA

Senador Barack Obama, 47, eleito presidente dos EUA em 04/11/2008.
"Oi, Chicago.
Se alguém ainda duvida que a América é um lugar onde tudo é possível, ainda pergunta se o sonho dos pioneiros ainda estão vivos em nossos tempos, ainda questiona o poder da nossa democracia, esta noite é sua resposta.
É a resposta das filas que cercaram escolas e igrejas em números que essa nação nunca havia visto. Das pessoas que esperaram três horas e quatro horas, muitas pela primeira vez em suas vidas, porque acreditavam que desta vez precisava ser diferente, que as suas vozes podiam fazer diferença.
Gary Hershorn/Reuters
Obama, as filhas e a mulher, Michelle, durante festa da vitória
É a resposta de jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, índios, gays, heterossexuais, deficientes e não-deficientes. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo de que nós nunca fomos somente uma coleção de indivíduos ou uma coleção de Estados vermelhos e azuis.
Nos somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América.
É a resposta que recebeu aqueles que ouviram --por tanto tempo e de tantos-- para serem cínicos, medrosos e hesitantes sobre o que poderiam realizar para que coloquem a mão no arco da história e torçam-no uma vez mais, na esperança de dias melhores.
Faz muito tempo, porém, nesta noite, por causa do que fizemos nesse dia de eleição, nesse momento decisivo, a mudança chegou à América.
Um pouco mais cedo nesta noite, recebi um telefonema extraordinariamente gracioso do senador McCain. Ele lutou muito e por muito tempo nesta campanha. Ele lutou ainda mais e por ainda mais tempo por esse país que ele ama. Ele enfrentou sacrifícios pela América que a maioria de nós nem pode começar a imaginar. Nós estamos melhores graças ao serviços desse líder bravo e altruísta.
Eu o parabenizo e parabenizo a governadora Palin por tudo que eles conquistaram. Eu estou ansioso por trabalhar com eles e renovar a promessa dessa nação nos próximos meses.
Eu quero agradecer meu parceiro nessa jornada, um homem que fez campanha com o coração e que falou para os homens e mulheres com os quais cresceu, nas ruas de Scranton, e com os quais andou de trem a caminho de Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.
E eu não estaria aqui nesta noite sem a compreensão e o incansável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a rocha da nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama dessa nação, Michelle Obama. Sasha e Malia [filhas de Obama] eu as amo mais do que vocês podem imaginar. E vocês mereceram o cachorrinho que irá morar conosco na nova Casa Branca.
E, embora ela não esteja mais entre nós, eu sei que minha avó está assistindo, ao lado da família que construiu quem eu sou. Eu sinto falta deles nesta noite. Eu sei que minha dívida com eles está além de qualquer medida.
Para minha irmã Maya, minha irmã Alma, todos os meus irmãos e irmãs, muito obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a eles.
E agradeço ao meu coordenador de campanha, David Plouffe, o herói anônimo da campanha, que construiu o que há de melhor --a melhor campanha política, penso, da história dos EUA.
Ao meu estrategista-chefe David Axelrod, que tem sido um companheiro em todos os passos do caminho. À melhor equipe de campanha reunida na história da política --você fizeram isso acontecer, e eu serei sempre grato pelo que vocês sacrificaram para conseguir.
Mas, acima de tudo, eu nunca esquecerei a quem essa vitória realmente pertence. Isso pertence a vocês. Isso pertence a vocês.
Eu nunca fui o candidato favorito na disputa por esse cargo. Nós não começamos com muito dinheiro ou muitos endossos. Nossa campanha não nasceu nos corredores de Washington. Nasceu nos jardins de Des Moines, nas salas de Concord e nos portões de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que cavaram as pequenas poupanças que tinham para dar US$ 5, US$ 10 e US$ 20 para essa causa.
Ela [a campanha] cresceu com a força dos jovens que rejeitaram o mito de apatia da sua geração e deixaram suas casas e suas famílias por empregos que ofereciam baixo salário e menos sono.
Ela tirou suas forças de pessoas não tão jovens assim que bravamente enfrentaram frio e calor para bater às portas de estranhos e dos milhões de americanos que se voluntariaram e se organizaram e provaram que, mais de dois séculos mais tarde, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra.
Essa é a nossa vitória.
E eu sei que vocês não fizeram isso só para ganhar uma eleição. E eu sei que vocês não fizeram tudo isso por mim.
Vocês fizeram isso porque entendem a grandiosidade da tarefa que temos pela frente. Podemos comemorar nesta noite, mas entendemos que os desafios que virão amanhã serão os maiores de nossos tempos --duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira do século.
Enquanto estamos aqui nesta noite, nós sabemos que há corajosos americanos acordando nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscar suas vidas por nós. Há mães e pais que ficam acordados depois de os filhos terem dormido se perguntando como irão pagar suas hipotecas ou o médico ou poupar o suficiente para pagar a universidade de seus filhos. Há novas energias para explorar, novos empregos para criar, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.
O caminho será longo. Nossa subida será íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato. Mas, América, nunca estive mais esperançoso do que chegaremos lá. Eu prometo a vocês que nós, como pessoas, chegaremos lá.
Haverá atrasos e falsos inícios. Muitos não irão concordar com todas as decisões ou políticas que eu vou adotar como presidente. E nós sabemos que o governo não pode resolver todos os problemas. Mas eu sempre serei honesto com vocês sobre os desafios que enfrentar. Eu vou ouvir vocês, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, eu vou pedir que vocês participem do trabalho de refazer esta nação, do jeito que tem sido feito na América há 221 anos --bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada por mão calejada.
O que começamos 21 meses atrás no inverno não pode terminar nesta noite de outono. Esta vitória, isolada, não é a mudança que buscamos. Ela é a única chance para fazermos essa diferença. E isso não vai acontecer se voltarmos ao modo como as coisas eram. Isso não pode ocorrer com vocês, sem um novo espírito de serviço, um novo espírito de sacrifício.
Então exijamos um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, com o qual cada um de nós irá levantar e trabalhar ainda mais e cuidar não apenas de nós mesmos mas também uns dos outros. Lembremos que, se essa crise financeira nos ensinou uma coisa, foi que não podemos ter uma próspera Wall Street enquanto a Main Street sofre.
Nesse país, nós ascendemos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de voltar ao bipartidarismo, à mesquinhez e à imaturidade que envenenou nossa política por tanto tempo.
Lembremos que foi um homem deste Estado que primeiro carregou a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre valores de autoconfiança, liberdade individual e unidade nacional.
Esses são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata obteve uma grande vitória nesta noite, isso ocorre com uma medida de humildade e de determinação para curar as fissuras que têm impedido nosso progresso.
Como [o ex-presidente Abraham] Lincoln [1861-1865] afirmou para uma nação muito mais dividida que a nossa, nós não somos inimigos, e sim amigos. A paixão pode ter se acirrado, mas não pode quebrar nossos laços de afeição. E àqueles americanos cujo apoio eu ainda terei que merecer, eu talvez não tenha ganho seu voto hoje, mas eu ouço suas vozes. E eu preciso de sua ajuda. Eu serei seu presidente também.
E a todos aqueles que nos assistem nesta noite, além das nossas fronteiras, de Parlamentos e palácios, àqueles que se reúnem ao redor de rádios, nas esquinas esquecidas do mundo, as nossas histórias são únicas, mas o nosso destino é partilhado, e uma nova aurora na liderança americana irá surgir.
Àqueles que destruiriam o nosso mundo: nós os derrotaremos. Àqueles que buscam paz e segurança: nós os apoiamos. E a todos que questionaram se o farol da América ainda ilumina tanto quanto antes: nesta noite nós provamos uma vez mais que a verdadeira força da nossa nação vem não da bravura das nossas armas ou o tamanho da nossa riqueza mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e inabalável esperança.
Esse é o verdadeiro talento da América: a América pode mudar. Nossa união pode ser melhorada. O que já alcançamos nos dá esperança em relação ao que podemos e ao que devemos alcançar amanhã.
Essa eleição teve muitos "primeiros" e muitas histórias que serão contadas por gerações. Mas há uma que está em minha mente nesta noite, sobre uma mulher que votou em Atlanta. Ela seria como muitos dos outros milhões que ficaram em fila para ter a voz ouvida nessa eleição não fosse por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Ela nasceu apenas uma geração após a escravidão; uma época na qual não havia carros nas vias nem aviões nos céus; quando uma pessoa como ela não podia votar por dois motivos --porque era mulher ou por causa da cor da sua pele. Nesta noite penso em tudo que ela viu neste seu século na América --as dores e as esperanças, o esforço e o progresso, a época em que diziam que não podíamos, e as pessoas que continuaram com o credo: Sim, nós podemos.
Em um tempo no qual vozes de mulheres eram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela viveu para vê-las se levantar e ir às urnas. Sim, nós podemos.
Quando havia desespero nas tigelas empoeiradas e a depressão em toda parte, ela viu uma nação conquistar seu New Deal, novos empregos, um novo senso de comunidade. Sim, nós podemos.
Quando bombas caíam em nossos portos e a tirania ameaçava o mundo, ela estava lá para testemunhar uma geração chegar à grandeza, e a democracia foi salva. Sim, nós podemos.
Ela estava lá para ver os ônibus em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, a ponte em Selma e um pregador de Atlanta que disse "Nós Devemos Superar". Sim, nós podemos.
Um homem chegou à Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo foi conectado por nossa ciência e imaginação. Neste ano, nesta eleição, ela tocou o dedo em uma tela e registrou o seu voto porque, após 106 anos na América, através dos melhores e dos mais escuros dos tempos, ela sabe que a América pode mudar. Sim, nós podemos.
América, nós chegamos tão longe. Nós vimos tanto. Mas há tantas coisas mais para serem feitas. Então, nesta noite, devemos nos perguntar: se nossas crianças viverem até o próximo século, se minhas filhas tiverem sorte suficiente para viver tanto quanto Ann Nixon Cooper, quais mudanças elas irão ver? Quanto progresso teremos feito?
É nossa chance de responder a esse chamado. É o nosso momento.
Esse é nosso momento de devolver as pessoas ao trabalho e abrir portas de oportunidade para nossas crianças; de restaurar a prosperidade e promover a paz; de retomar o sonho americano e reafirmar a verdade fundamental de que, entre tantos, nós somos um; que, enquanto respirarmos, nós temos esperança. E onde estamos vai de encontro ao cinismo, às dúvidas e àqueles que dizem que não podemos. Nós responderemos com o brado atemporal que resume o espírito de um povo: Sim, nós podemos.
Obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Parlamentares brasileiros... quanto nos custa manter estes barões?

Impostos, impostos e mais impostos.
A carga tributária brasileira é uma das mais altas do mundo.
A arrecadação de impostos é recorde, mesmo sem a antiga CPMF, mas o governo quer mais e insiste na volta da mesma, com o nome de CSS.
O retorno à nossa sociedade é mínimo, a não ser através de programas populistas que só fazem acostumar seus beneficiários ao ócio remunerado.
A saúde, educação, transportes, habitação, saneamento e previdência, deixam a desejar.
Mas há sempre dinheiro e verbas para alguns eleitos, entre eles, os ilustres defensores e representantes do povo, os parlamentares.

E quanto custam nossos parlamentares? Você sabe?

Assista a reportagem apresentada no Bom dia Brasil, da Rede Globo.




































































































sábado, 14 de junho de 2008

A reforma política.

EÇA DE QUEIROZ escreveu em 1871 (Observe o ano!) "Estamos perdidos há muito tempo... O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita.Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos." E .. a reforma política está acontecendo? Vamos deixar acontecer ou fazer acontecer? Para fazer acontecer só o povo unido. Informar é preciso. A Sociedade precisa de cobrar de seus representantes. Estamos ficando definitivamente de fora. A Casa de leis estará se fechando ao povo. O que é isso?


Quer saber mais?