quarta-feira, 12 de agosto de 2009

VIDA TRANSITÓRIA


Autor: Divaldo Pereira Franco, pelo espírito de Joanna de Ângelis.

“Tendo em vista a transitoriedade dado corpo e a inevitabilidade da morte, vive, de maneira a que possas partir, da Terra, livre e feliz.
O fenômeno biológico pode interromper-se subitamente, não te permitindo tempo para qualquer preparação.
Conduze-te de forma que, seja qual for o momento em que sejas convidado ao retorno, possas seguir sem amarras ou aflições desconcertantes.
Organiza bem os teus labores e compromissos, a fim de que outros possama levá-lo adiante com tranqüilidade.
Regulariza as tuas atividades, liberando-te de temores ou remorsos futuros desnecessários.
Enriquece-te com os tesouros do amor, enquanto podes, a fim de que disponhas de recursos para a viagem inevitável.
Há pessoas, que vivem no corpo, totalmente esquecidas da sua fragilidade como da sua breve duração.
Programa compromissos a distância, no tempo, distraídas da compulsoriedade da morte.
Parecem crer que o passeio orgânico é conquista que não se interromperá, demorando-se no cultivo das fantasias e ilusões que um dia as abandonarão em doloroso estado de desencanto.
Outras existem, assinaladas por sofrimentos que lhe parecem jamais cessar, deixando-se dominar pela revolta e pela amargura, esquecidas de que, em breve, estarão liberadas.
Nada na Terra, é definitivo, mesmo no campo físico das aglutinações moleculares, já que todo SOS fenômenos aí se dão mediante sucessivas transformações.
No que diz respeito aos valores morais e espirituais, a experiência corporal tem, por finalidade precípua, desenvolvê-los e ampliá-los, para glória de cada ser.
Age com serenidade, buscando sempre solucionar os problemas e desafios com saldo positivo de paz.
Evita as atitudes ostensivas e os comportamentos prepotentes, que ferem sem ajudar, deixando mágoas e aborrecimentos.
Usa o tempo com propriedade, bem dividindo as horas, sem que te esqueças dos deveres de reelvo na órbita espiritual.
Se queres, sempre podes produzir no bem.
Não te poupes, portanto, na ação da solidariedade, do esclarecimento, do amor.
Vida sem bondade, é como parasita explorador e pernicioso.
Usa os dons íntimos, que te jazem latentes, e amplia-os em favor do progresso de todos.
Tua vida é exemplo para outras vidas.
Tona-a uma claridade no caminho daqueles que te seguem.
Ninguém passa incólume, insensível À presença de outrem.
Deixa, em quem se acerque de ti, sinais de paz e de ternura, de amizade e de gratidão.
O tempo transcorrerá, inevitavelmente, de qualquer maneira.
Usa-o na construção da tua e da felicidade alheia.
SE dispuseres de oportunidade para aguardar a morte, faze-te exemplo de ânimo para aquelesque a temem ou a detestam, também encorajando os fracos e tímidos.
Se, entretanto, ela te chegar de improviso, recebe-a tranqüilamente, e segue, porque após a tua partida, com os teus exemplos bons, deixarás pegadas luminosas, como significando que por ali passou um coração afável que soube viver para a verdade e o amor.”
Disse Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. - João 14.6

Não sei quantas almas tenho.


Autor: Fernando Pessoa

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu."

Guardador de rebanhos - parte IX


Autor: Fernando Pessoa

"Sou um guardador de rebanhos,
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz. "

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ORA-PRO- NÓBIS


Extraído do site Cora do Maisde50 da amiga DU.

"Há alguns anos ganhei de uma amiga, uma muda desta plantachamada Ora-Pro-Nobis.
Já a conhecia de nome e havia visto algumas receitas vindas do sul de Minas.
Bom, plantei a muda e hoje tenho uma enorme trepadeira, e assim que ela cresce, com espinhos, folhas suculentas de um verde muito bonito e brilhante.
Ja testei em sopas, com frango, e por ultimo nesta receita de pao que transcrevo abaixo, além de um pequeno texto falando das suas propriedades.
Uma planta rica em proteínas que pode minimizar a fome do Brasil.
É um cactos trepadeira que apresenta folhas suculentas e comestíveis, tem flores lindas (brancas) que duram apenas um dia.
Tem 25,4% de proteína vitaminas A, B e C minerais como cálcio, fósforo e ferro.
Passa ao alimento bela cor verde inclusive em pão e macarrão, enriquece saladas, refogados, sopas, omeletes, tortas e o arroz-com-feijão.

Receita de Pão Verde com Ora-Pro-Nóbis

Ingredientes:

50 g de fermento para pão
1/2 copo de água morna
1/2 copo de água fria
2 colheres (sopa) de margarina
2 ovos inteiros
1 colher (sopa) rasa de açúcar
1 colher (sobremesa) de sal
500 g de farinha de trigo (pode ir um pouco mais ou menos, dependendo do ponto da massa)
100 g de folhas de ora-pro-nóbis

Preparo:

Dissolva o fermento juntamente com açúcar na água morna.
Misture em seguida os ovos, a margarina e o sal.
Reserve.
Coloque as folhas de ora-pro-nóbis no liquidificador e bata com a água fria.
Junte aos ingredientes reservados, adicionando a farinha até que a massa comece a soltar das mãos.
Sove bem e deixe descansar até que dobre de volume.
Divida a massa em dois pães e colocar novamente para crescer.
Leve para assar em forno já aquecido."

Guarda de documentos - Lei 12.007 de 29/07/09

LEI Nº 12.007, DE 29 DE JULHO DE 2009.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12007.htm

Dispõe sobre a emissão de declaração de quitação anual de débitos pelas pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos ou privados.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º As pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos ou privados são obrigadas a emitir e a encaminhar ao consumidor declaração de quitação anual de débitos.

Art. 2º A declaração de quitação anual de débitos compreenderá os meses de janeiro a dezembro de cada ano, tendo como referência a data do vencimento da respectiva fatura.

§ 1º Somente terão direito à declaração de quitação anual de débitos os consumidores que quitarem todos os débitos relativos ao ano em referência.

§ 2º Caso o consumidor não tenha utilizado os serviços durante todos os meses do ano anterior, terá ele o direito à declaração de quitação dos meses em que houve faturamento dos débitos.

§ 3º Caso exista algum débito sendo questionado judicialmente, terá o consumidor o direito à declaração de quitação dos meses em que houve faturamento dos débitos.

Art. 3º A declaração de quitação anual deverá ser encaminhada ao consumidor por ocasião do encaminhamento da fatura a vencer no mês de maio do ano seguinte ou no mês subsequente à completa quitação dos débitos do ano anterior ou dos anos anteriores, podendo ser emitida em espaço da própria fatura.

Art. 4º Da declaração de quitação anual deverá constar a informação de que ela substitui, para a comprovação do cumprimento das obrigações do consumidor, as quitações dos faturamentos mensais dos débitos do ano a que se refere e dos anos anteriores.

Art. 5º O descumprimento do disposto nesta Lei sujeitará os infratores às sanções previstas na Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, sem prejuízo daquelas determinadas pela legislação de defesa do consumidor.

Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 29 de julho de 2009.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Nó de afeto.


Autor desconhecido (*)

Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos.
Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.
Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.
Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.
Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo.
Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.
E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.
Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento.
Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso.
Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro.
A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor.
Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.
E você... já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?

(*) Texto que me foi presenteado pela amiga Emilia Mª Lago Pimenta (Emy-line)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Saber viver.


Cora Coralina.

"Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar"