terça-feira, 28 de outubro de 2008

Mães más, sob a ótica dos filhos...

Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Psiquiatra

Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:

Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão. Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...".

- As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe dissemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.

Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil".

Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.

- A nossa vida era mesmo chata.
Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:

- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

- FOI TUDO POR CAUSA DELA.

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MUITO MAUS", como minha mãe foi...

CREIO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Vórtices - brincadeira dos golfinhos...

Talvez você nunca tenha visto isto.

Portanto, aprecie estes anéis prateados, com que os golfinhos estão brincando.

Na realidade, são "vórtices de ar", gerados no dorso deles.

Não se sabe como aprenderam ou se é uma capacidade inata.

Segundo os estudiosos do assunto, esses "vórtices de ar" são gerados quando eles se movem e, rapidamente, se voltam.

Quando os golfinhos partem a linha, as pontas são atraídas para um anel fechado.

O fluido de alta velocidade, à volta do centro do vortex, está a uma pressão mais baixa do que o fluido que circula mais longe. É injetado ar nos anéis pelas bolhas liberadas pelo orifício, no alto da cabeça, por onde o golfinho expele o ar que respira.

A energia do vortex de água é suficiente para evitar que as bolhas subam, durante os segundos que duram as brincadeiras.

Inacreditável, não é mesmo?

A história do Zé Alegria...

Autor Desconhecido

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados.
Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.
Todos que viviam ali trabalhavam na roça do Sr. João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando pouco.
Um dia, chegou ali um jovem agricultor em busca de trabalho. Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa para morar enquanto trabalhasse ali.
Vendo a casa suja e abandonada, o jovem resolveu dar-lhe vida nova. Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos. A casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam.
Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé Alegria. Os outros trabalhadores perguntavam: "Como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?
"O jovem olhou para os amigos e disse: "Bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho. Em vez de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições. Não é justo agora reclamar. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer."
Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: "Como ele pode pensar assim?".
O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo a distância.
Um dia, o senhor João pensou: "Alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda. Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda".
Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café fresquinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda. O rapaz aceitou prontamente.
Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar: "O que faz algumas pessoas serem bem-sucedidas e outras não?".
A resposta do jovem veio logo:"Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito, e o principal é que o destino nos dá as oportunidades, porém existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um".

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dizer e Ouvir NÃO...

MARIA DO ROSÁRIO STOTZ (*)

Nem sempre o NÃO significa apenas NÃO.

René Spitz foi um dos primeiros autores psicanalistas a apresentar a discussão sobre o papel do “não” no desenvolvimento de uma criança. Em seu livro “O primeiro ano de vida”, publicado em 1965, o autor assinala que justamente no momento em que a criança, em torno do final do primeiro ano de vida, expressa um importante desenvolvimento de suas atividades motoras, mudando da passividade para a atividade, é a ocasião em que aparece o “não”. A mãe passa a privilegiar a palavra “não” associando-a ao gesto de proibição expresso inicialmente através de uma ação física – meneio negativa da cabeça – não, não! A partir daí inicia-se a construção de um mundo com limites, coisas que podem ser feitas, outras “não”. Mais tarde, inclusive, o “não” vai aparecer além de associado a situações de ação – atos que podem ou não ser realizados, também relativo aos pensamentos, desejos, vontades, sonhos, alguns possíveis, outros – não, não! O “não” advém como a primeira expressão da impossibilidade – “nem tudo que eu quero, eu posso”. A criança, inicialmente, ao ver seus pais lhe impedirem de realizar algo, geralmente imita-os no gesto, embora ainda assim insista em executar o ato proibido. Aquilo que parece uma brincadeira – a criança repete o gesto com o dedo, ou com a cabeça: “não, não” – tornar-se-á posteriormente o símbolo da ação frustradora dos pais. Frustração – palavra insuportável para algumas pessoas. Assim, a criança adquire o primeiro conceito abstrato – “não”. Algumas pessoas assimilam, internalizam o “não” mesmo que ao preço de certo desencanto e insatisfação. Este momento frustrante envolve a palavra, o gesto e também o afeto. Então, pensa a criança, “meus pais podem não me dar algo”. O domínio do “não” é um dos elementos que permitem a organização psíquica, emocional da criança, que a partir daí desenvolve sua capacidade de julgamento e negação. E ainda, depois de um tempo, não mais será necessário o gesto da negativa e apenas a palavra “não” pronunciada pelos pais faz com que a criança saiba qual seu significado. Em algumas ocasiões, a mãe pode não estar no mesmo ambiente físico da criança, mas sua voz o advertirá que “não, não”. Relações parentais saudáveis farão com que a criança possa suportar a negativa de seus pais e valorizá-la tanto quanto suas afirmativas, assim como as ausências e presenças das figuras parentais tornam-se marcantes. Os pais são importantes porque satisfazem e também porque frustram, porque dão e porque negam. É quase como se fosse um treino para o que a criança vai vivenciar mais tarde em suas relações com o mundo em geral. O sujeito precisará suportar os “não” e serão muitos. Aos poucos a criança pode perceber que não é o centro do universo, que as pessoas ao seu redor também têm outros interesses e são portadores de desejos e vontades em que ela (a criança) pode estar envolvida ou não. Como existe afeto suficiente e saudável, a criança acatará a frustração e o “não”, porque já é sabedora que em outros momentos virão o “sim” e a satisfação. É o afeto introjetado (auto-estima) que permite passarmos por momentos que se não são exatamente como desejáramos, são ainda assim momentos necessários e importantes em nossas vidas. Falávamos em reações parentais saudáveis... Famílias saudáveis na casa do vizinho? Cabe destacar que nem todas as crianças passaram por estes momentos tão marcantes de maneira tranqüila e, muitas vezes, pode-se perceber crianças, adolescentes com dificuldades de ouvir o “não” e mesmo adultos. Um momento de frustração na vida adulta pode remetê-los às experiências passadas de sofrimento e desencadear a sensação de desaprovação, frustração e falta de amor da infância. Inclusive, às vezes, as pessoas ditas adultas podem comportar-se como crianças birrentas, esperneando, falando alto, agredindo o outro por não suportarem o limite, a frustração de não serem atendidos em todos os seus desejos. É sempre mais fácil lidar bem com situações em que as respostas são de aprovação e de reconhecimento. Como é difícil ter suporte psíquico para situações em que somos frustrados em nossos desejos de adultos, desejos esses que nos lembram dos infantis. E isto, com certeza, não é só na casa do vizinho. E assim o “não” segue sua carreira na vida dos sujeitos. Mas ainda há uma faceta da negativa que gostaria de lembrar. Falamos da dificuldade em ouvir o “não”, mas também podemos perceber que existem problemas relativos ao se dizer o “não” – ainda aqui no sentido de colocar limites. Ora, se algumas pessoas tiveram dificuldades ao ouvir o “não” porque este foi interpretado como falta de amor ou abandono, este sujeito quando adulto, pode, ao utilizar mecanismos de defesa, até suportar ouvir o “não”, mas pode ter relutância em dizer “não”. Por que será que isto acontece? As possibilidades de saber o porquê são muitas, mas tentemos assinalar apenas uma delas. Esta criança interna – hoje um adulto, que foi frustrado – identifica-se ao outro a quem iria frustrar dizendo “não”. Inconscientemente “eu não gostaria de ouvir “não” porque representa falta de amor, então não direi “não” ao outro”. Só que ‘o tiro sai pela culatra’, ao não colocar o limite no outro, o sujeito acaba voltando-se contra ele mesmo, questionando-se porque não conseguiu dizer “não” e marcar seu limite. Por um lado, aquieta-se porque pensa que assim o fez porque é uma pessoa bondosa. Pode ser. Mas, por outro lado, também pode ser que ainda tenha uma criança mimada interna querendo se manifestar. Como é difícil viver, não? E este “não” que incluímos em quase todos os momentos da vida, durante nossas falas? Teria um significado especial? “Não sei não” – poderia lhes dizer. Apelemos ao pai da psicanálise... Freud, em 1925, já se ocupara de estudar o papel do “não” na vida dos sujeitos. O autor trata desta temática em um texto encantador chamado “A Negativa”. Freud está escrevendo sobre o uso do “não” em um discurso, por exemplo – eu quero isto e/ou eu não quero isto – uma frase afirmativa e outra com o uso da negativa. Diz Freud: “Negar algo em um julgamento é, no fundo, dizer: ‘Isso é algo que eu preferiria reprimir’.” Portanto, utilizar a negativa é também uma forma de tomar conhecimento de algo que está recalcado (inconsciente). O “não”, neste caso, é o recurso psíquico que permite que eu possa dizer algo que sem o “não” seria insuportável, ou pelo menos, desconfortável de ser dito. Portanto, cuidado com frases como ‘eu não te amo mais’; ‘eu não tenho medo de nada’; ‘é claro que eu não quero isto’; ‘não sei não’. Frases assim podem significar mais do que aquilo que dizem. Então prestemos atenção. Ouvir não pode ser importante. Dizer não pode ser fundamental. Usar o não pode ser necessário. Mas também, às vezes, parafraseando Lacan, um não é só um não.


(*) MARIA DO ROSÁRIO STOTZ - PROFESSORA, PSICÓLOGA E ARTICULISTA DO JORNAL ON-LINE UNISULHOJE

domingo, 19 de outubro de 2008

Recuperação da auto-estima...

O dom de curar nem sempre está em medicamentos ou em cirurgias. Pode estar, literalmente, nas mãos de um artista, mesmo que esta arte não seja exposta em galerias famosas.

Nesse caso a cura foi a devolução da auto-estima para uma garotinha.

O que é maravilhoso!

Confira as fotos.





























terça-feira, 14 de outubro de 2008

História das coisas - A máquina do consumo...

Publicado dia 30 de julho de 2008 às 12:45

História das Coisas, versão brasileira do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard:

O que é História das Coisas ?

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.

História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.

Assista o vídeo em http://videolog.uol.com.br/video.php?id_video=353307

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Serviço Humanitário de Medicamentos - VARIG

Após quase 1 ano de atividades suspensas, o Serviço Humanitário de Transporte de Medicamentos é reativado a partir de uma parceria com a VarigLog, que ficará responsável pelo transporte dos medicamentos.
Este serviço possibilita ao público o acesso à medicamentos de necessidade vitais advindos dos Estados Unidos e Europa, sem custo de transporte e com total controle da operação Fundação Ruben Berta, que assume toda a intermediação de solicitações entre pacientes e distribuidores, desde a encomenda, acompanhamento, retirada e entrega, além do contato com a Vigilância Sanitária e a Receita Federal.

Fundo 157 - Veja se você tem direito?

Basta digitar o seu CPF.

Quem pagou IR (imposto de renda) entre 1967 e 1983, teve a opção de investir parte do valor a recolher no chamado Fundo 157 de várias instituições financeiras.

Há um saldo não reclamado de 500 milhões.

Se for seu caso:
1- Acesse www.cvm.gov.br
2- Role a tela até 'Acesso Rápido'
3- Clique em 'Consulta Fundo 157'
4- Digite seu CPF
5- Veja em que Banco está o seu dinheiro.

Quem tem mais de 40 anos com certeza tem dinheiro retido caso não tenha retirado.

Se não for seu caso, avise a seus parentes e amigos.

domingo, 12 de outubro de 2008

Crise ou pessimismo?

Era uma vez um homem que não assistia TV nem lia jornais.

Um dia, ele decidiu vender cachorro-quente na beira da estrada.

Começou a anunciar seu produto, oferecendo descontos e criando molhos especiais.

O negócio virou um sucesso.

Quando seu filho que estava na universidade lhe telefonou, o homem contou o que estava fazendo.

Assustado, o filho falou: “Mas pai, você está louco?

Você não vê televisão nem lê jornais? Não sabe que o país está em crise?

Como é que você abre um negócio numa época como essa?”

Preocupado, o homem reduziu os pedidos de salsicha e parou de criar seus molhos.

Logo as vendas caíram, e ele pensou: “Pois é, a crise está mesmo séria”.



Moral da história: o tamanho da crise depende do tamanho do pessimismo de cada um.

CRISE. Você prefere com o sem açúcar?

F?NAZCA SAATCHI & SAATCHI – publicado no jornal O GLOBO de domingo, 12/10/2008.

“Nós já enfrentamos e sobrevivemos a muitas crises. Talvez já tenhamos perdido as contas sobre o número e a origem delas. Mas as malditas já nos surpreenderam diversas vezes enquanto assobiávamos distraídos virando algumas dessas esquinas da vida. Algumas, foram provocadas pelo petróleo, outras, pela Rússia ou pela China, a maioria, gerada internamente, já que em matéria de crise, o Brasil, sempre foi auto-suficiente. A tal ponto que, se não chegamos a ser fraternos amigos – nós e a crise- também não podemos negar que tenhamos nos tornado íntimos conhecidos.
Nenhuma crise é igual à outra. Essa que chegou com toda a força, agora, certamente é a mais diferente de todas. Porque o Brasil não tem um pingo de responsabilidade sobre o que está ocorrendo e porque o Brasil está no seu melhor momento economicamente falando. O Brasil nunca esteve tão em dia com as suas obrigações, o dever de casa feito, com um mercado interno tão forte, com empresas tão sólidas, modernas e competitivas e com as suas instituições tão garantidas, para encará-la.
Mas isso não nos exime das conseqüências da crise. Que, por sinal, é também uma das mais potentes e destruidoras das que se tem notícia em quase u século. Ela já está sendo dura e será ainda mais devastadora, não precisamos ser profetas para prevê-lo.
Então o que nos resta fazer?
O óbvio é termos medo, nos enclausurarmos, rezarmos para diferentes deuses, de diferentes religiões, ficarmos imóveis acreditando que qualquer mínimo movimento pode ser fatal para ela nos alcançar e, assim, esperarmos, até que ela passe.
Demitir, cortar investimentos, reduzir a produção, suspender novos projetos, reprimir os movimentos de inovação, não acreditar num retorno inesperado da demanda, também são boas e óbvias idéias. Talvez, algumas tenham mesmo que ser feitas, quem sabe!
Mas também há inóbvio, por mais que, obviamente, a palavra inóbvio não exista. E não existe por quê? Porque ninguém a disse antes, vai saber.
E é aí que reside o intuito deste nosso anúncio: apelar para os que acreditam que o inóbvio existe. Não só existe, como pode ser feito neste exato momento onde o óbvio é o que todos pensam, todos fazem, todos professam e todos aconselham.
O intuito deste anuncio é, humildemente, tentar criar uma minúscula fagulha de otimismo, de esperança – nossa velha, desgastada, mas essas sim, querida amiga em todos os nossos céleres momentos de crise – para que ela se dissemine, se instale na nossa cabeça, nas nossas empresas, na nossa sociedade, mesmo lutando contra este poderoso inimigo, que tão facilmente gosta de se instalar nesses mesmos lugares ao menor sinal de que o pior pode acontecer.
O intuito deste anúncio é despertar o empreendedorismo que sempre caracterizou o empresariado brasileiro,a coragem que sempre foi a marca registrada das nossas empresas, a capacidade inesgotável de reinvenção que sempre foi o norte dos vencedores neste nosso país.
E também é o intuito deste anúncio demonstra que um marketing original é a mais poderosa fonte de energia, capaz de gerar as transformações que uma empresas precisa num momento de crise.
Nós acreditamos piamente nisso.
Esse é o nosso óbvio.
Acreditamos que se esse não é o momento de inovar, que outro será? Acreditamos que se esse não é o momento de ser e parecer diferente dos seus concorrentes, que outro haverá de ser?
Acreditamos que se não for essa a hora de falar, enquanto muitos se calam de medo, que outra hora estará à nossa disposição para fazê-lo?
Uma grande idéia, única, diferente do óbvio, sempre foi e sempre será o detentor mais valioso – e menos oneroso – para se mudar a história, o humor, a fé, a determinação e o otimismo interno de uma empresa.
È isso que nós defendemos para os nossos clientes e que queremos externar para o Brasil inteiro de hoje. Porque tivemos a presunção de que se nós pensamos assim, talvez você, talvez mais gente por aí também pense do mesmo jeito. E nós adoraríamos poder contar com mais gente, mais empresários, mais cidadãos para ajudara contrariar o óbvio, a não aceitar passivamente em todas as suas piores conseqüências o medo, pelo medo.
Crise nós já enfrentamos e, queiramos ou não, ainda enfrentaremos essa um bom tempo e outras por muitas vezes.
O que deve nos mover é a visão de como nós queremos ser percebidos assim que mais uma vez nós sairmos dela.
De pé, ou de cócoras.
Na crise, já disseram muitos, é que se separam os homens dos meninos. Ou seja, crise, pode ser café pequeno para os homens.
Nós gostamos com açúcar.”

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Fábula das ferramentas...

(Mariana Barcelos)
Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi uma reuniao de ferramentas para acertar suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa?
Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.
O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou mas, por sua vez, pediu a expulsao da lixa.
Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condiçao de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussao.
Foi entao que o serrote tomou a palavra e disse: "Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos.
Assim, nao pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes".
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se entao como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos.
Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situaçao torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O vaso rachado...

"Uma velha senhora possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara, que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado, e o outro era perfeito.
Este último, estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.
Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.
Naturalmente, o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho:
- 'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...'
A velhinha sorriu:
- 'Você reparou que lindas flores foram semeadas do teu lado docaminho?
- Eu sempre soube do teu defeito, e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado...E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas.
Por dois anos, recolho belíssimas flores para enfeitar a mesa deste lar.
Se tu não fosses como és, eu não teria essas maravilhas enfeitando a minha casa.
Cada um de nós tem o próprio defeito, mas o defeito que cada um de nós tem, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.
É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que nele há de bom.
Portanto, meu 'defeituoso' amigo, tenha um bom dia e continue regando as flores do seu lado do caminho."

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Os três últimos desejos de Alexandre 'O grande'

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:


1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;


2 - que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e


3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.


Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões.


Alexandre explicou:


1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;


2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;


3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.


É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

PRÉ-SAL - o que o governo brasileiro esconde?

Mel Bustamante (*)


Penso que vale a pena ver todo e repassar para o maior número de pessoas possível, porque eu tenho a impressao de que a populaçao brasileira nao está bem familiarizada com este nome: 'Pré-Sal' ... Ou talvez, nao esteja bem informada sobre esta descoberta - até porque nao foi feita a 'devida' apresentaçao para o nosso povo do potencial desta poderosa prova de que Deus é mesmo brasileiro - como se diz no Brasil! Leio os jornais brasileiros todos os dias e, claro, li matérias sobre o tema, mas nada tao elaborado como esta do Clarin. Afinal, nao me espantaria que a maioria do nosso povo ainda nao tenha se dado conta do que isto realmente representa para o Brasil... A ver... um resumo para instigar o seu clic: Abaixo, há 5 mil metros de profundidade do mar e há 150 km da costa do Rio, foi encontrada uma das maiores jazida de petróleo do mundo - aliás três, com um potencial de 50.000 mil milhoes de barris de petróleo! Isto bastaria para colocar o Brasil entre as 10 potências petroleiras do mundo! O que equivale dizer que é algo que poderá extrair em média 180 mil barris de petróleo e 6 milhoes m3 de gas por dia ! Ou seja, uma energia, que melhor dizendo, é capaz de dar-nos auto-suficiência e de colocar o Brasil entre as maiores potências do mundo. E tudo isso, já para o próximo ano! Em 2009 já estará em funcionamento a nova plataforma P51.Contudo, sabemos que nao basta ter petróleo ou produzir os tais zilhoes de barris... Há que saber como administrar e utilizar toda esta riqueza.E daí, é que vem, imagino, o pouco interesse do governo de divulgar os detalhes desta descoberta para a populaçao.E é daí, também, que podemos nos transformar numa Noruega ou numa Nigéria, dois países petroleiros, que cuidam de forma muito diferente da sua populaçao, como foi bem colocado por um professor da UCA Rio... Ao que eu, complementaria... Ou transformar-se numa Venezuela - com um 'Chaves' no controle das riquesas que pertencem a populaçao e fazendo com elas o que bem entende, ou numa Arábia Saudita, onde alguns poucos usufruem das riquesas do petróleo e o resto da populaçao vive na misériaAtravés deste trabalho interessante e bem realizado do 'Clarim TeleVision', nós podemos tomar conhecimento da grandesa e real significado do Pré-Sal.Curioso, é que mal começou-se a divulgar a descoberta no Brasil, a Argentina já preparou e divulgou no seu país este material - que tem como propósito levantar a questao paradoxal : Porque o Brasil pôde chegar a este ponto de converter-se em uma potência energética e Argentina, que foi uma pioneira no auto-abastecimento de energia, hoje nao tem sequer uma petroleira própria? Os três vídeos são muito bons - coisa que ainda não se viu nas nossas TV's, muito menos num jornal. Sobre a busca por petróleo por aqui, eles perguntam: por que o Brasil pode e a Argentina não? E sobre o 'show' de jornalismo e informaçao, a multimídia e vídeos dessa qualidade, feitos em jornais de tv e impressos, eu pergunto: Por que a Argentina pode e o Brasil não?


Bem, aí está! Desfrutem e ...:



(*) Mel Bustamente é profissional de marketing e projetos culturais. Mora em Miami (EUA) e trabalha para a Fundação Vamos Falar Português. Seu email é mel@vamosfalarportugues.

A crise da economia americana.

(autor desconhecido)
Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiados em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito. Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez... O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil...parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós-fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca. Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito. Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul. Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir... Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó. Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores. Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou. Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir. O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimos interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão. O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente. No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera amanhã. O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá. Finabank CCTVM No dia 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos) pontos no Indice Dow Jones, que mede o valor ponderado das ações das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929... Este dia, certamente, será lembrado para sempre na historia do capitalismo.