sábado, 5 de novembro de 2011

Sexalescentes

Autor Desconhecido (recebido por e-mail)

 
"Se estivermos atentos, podemos notar que está aparecendo uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer. Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se. Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito, a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida. Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se ... e os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar. Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e refletiu sobre o que na realidade queria. Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas...
Mas cada uma fez o que quis : reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias.


Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos - mandam e-mails com suas notícias, ideias e vivências.De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais. Ao contrário dos jovens, os sexalescentes  conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra. Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza ; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo. Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.Hoje, as pessoas na década dos sessenta, estreiam uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos mas agora já não o são. Hoje têm boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas. Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios ... talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI ... "Sexalescente"."

6 comentários:

HELO disse...

Boa noite, querido SERGIO..e lgo os sexalescentes, seráo maioria!Otima abordagem!bjos
heloisa crosio

Rosinha Filgueiras disse...

Na qualidade de uma sexagenária apreciei este texto principalmente pela sua pertinência.Parei de trabalhar aos 30 anos quando nasceu minha primeira filha e depois mais dois filhos vieram e exerci a maternidade em todo seu esplendor. Aos 57, já divorciada, pude realizar o sonho de voltar a estudar e ingressei numa universidade pública. Estou prestes a me formar e estagiando na área, competindo com os bem mais jovens sem me deixar abater quando esbarro nos preconceitos.Gosto de mim como sou, com o que faço. Muito quero aprender e poder compartilhar sempre. Principalmente, gosto de viver e busco ser feliz cada dia seguindo os preceitos da ética, moral e bons costumes mais os fundamentos da doutrina cristã. Ah, sim, e agora acabo de me tornar uma avó e estou amando esta novidade. Abraços mineiros, Sergio!
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oniapalmarin disse...

oi, sérgio, adorei seu comentario, sou uma sexalescente feliz , por ter vivido o que muitos hoje não tem oportunidade de viver, sofri, chorei mas tambem fui feliz , e agora mais que nunca ,me considero muito abençoada , continuo vivendo e fazendo muitos amigos , e um deles é você; beijos , felicidades para sua familia...

Anônimo disse...

Legal essa matéria! Tenho uma amiga que resolveu sair do antigo trabalho e abriu uma empresa de RH, só que ela estava maluquinha, foi qdo me ofereci para ser sua secretária. Pronto: botei ordem na firma e agora tudo está dentro dos conformes, os negócios fluindo da maneira que deve fluir, com resultados positivos. Detalhe: nunca fui secretária, rsrsrs. organização pra mim, significa tempo e tempo é dinheiro.

Anônimo disse...

Excelente texto, parabéns!!!
Focar as oportuidades e as conquistas que ainda poderemos ter aos sessenta, é uma grande motivação para os que se aposentam da vida...Se estamos saudáveis e plenos...vamos viver, afinal, nossa contribuiçao continua valendo!
Como gerontóloga e como pessoa estou de bem com as possibilidades.
Cleo holanda

Neide Suemi disse...

Muito bom este seu artigo sobre SEXALESCENTES.
Estou chegando lá ... e preparando para tal.
Hoje já me considero em condições de poder usufruir dos prazeres da vida de aposentado (já provei por um breve tempo e gostei), mas ainda tenho amarras com o mundo do trabalho.
Voltei à vida de universitária e está muito bom conviver com pessoas de 18, 19, 20 anos; ter colegas de estudo da idade de meu filho está sendo um experiência gostosa.
bjs, Neide Suemi