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terça-feira, 17 de junho de 2008

A ação da glicosamina na artrite e na artrose

A artrite não é uma doença, mas um grupo de patologias cujas conseqüências vão desde a dor localizada, até inflamação e limitação do movimento das articulações. A artrite é considerada uma epidemia em todo o mundo. Só no Brasil existem cerca de 30 a 40 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de artrite ou artrose, nos Estados Unidos, são 50 milhões.

Mais de 90 por cento desses pacientes vivem com dores horrorosas provocadas por deficiências nas cartilagens das pontas dos ossos das articulações. Onde exista uma cartilagem degenerada, o osso roça e provoca a dor.

Entre os reumatologistas e ortopedistas, a tendência é dar a doença como incurável e receitar analgésicos, mais ou menos fortes e todos com efeitos colaterais, aos seus pacientes. E nos casos mais graves é recomendada a cirurgia para a colocação de próteses.

No entanto uma grande parte das cirurgias ósseas (próteses) em conseqüência da artrose poderiam ser evitadas! As dores podem ser reduzidas a zero. A cura é possível. Sem quaisquer efeitos colaterais!

O problema da artrose é muito grave, quase todas as pessoas acima de 50 anos de idade estão afetadas. Chegam a existir até Grupos de Pacientes Artríticos, pelo menos no Rio de Janeiro e em São Paulo (GRUPARJ e GRUPASP).

A ausência ou diminuição nos níveis de Glicosamina no organismo é a principal causa da não regeneração dos tecidos cartilaginosos que envolvem as articulações e que são de extrema importância para a proteção óssea. Desse modo, o desgaste promovido no tecido cartilaginoso pelas atividades diárias, não é compensado pela regeneração promovida pela Glicosamina. Algumas vezes, o desgaste da cartilagem nas juntas é tão acentuado que os ossos que a compõem passam a se tocar causando fortes dores no local e conseqüente desgaste do tecido ósseo. Esse quadro que caracteriza a osteoartrite é praticamente inevitável, principalmente naquelas pessoas com idade acima dos 50 anos. As áreas do corpo mais atingidas são os joelhos, o quadril e os dedos.

Um dos papéis fisiológicos primários do sulfato de glicosamina é estimular a síntese de substâncias necessárias para o funcionamento adequado das articulações. Este composto possui a capacidade de estimular a síntese de proteoglicanos, inibindo a degradação destes e estimulando a regeneração das cartilagens após danos induzidos experimentalmente. O sulfato de glicosamina promove ainda a incorporação de enxofre ao tecido cartilaginoso.

O mecanismo de ação do sulfato de glicosamina é provavelmente muito semelhante ao do sulfato de condroitina que também gera substratos para a síntese de proteoglicanos. Bassleer e colaboradores demonstraram, in vitro, que os sulfatos de glicosamina e condroitina apresentam efeitos estimulatórios na produção de proteoglicanos por diferentes culturas de condrócitos articulares humanos.

No Brasil, que também está muito atrasado em relação à Europa e EUA, ao que se sabe, nove em cada 10 médicos brasileiros, reumatologistas e ortopedistas, ignoram a sua existência. Ainda de acordo com a mesma fonte, essa ignorância existe por falta de divulgação. E a falha só pode ser atribuída ao desinteresse dos laboratórios, aqui como nos Estados Unidos, pela produção dos dois nutrientes que por serem “nutrientes” (uma espécie de vitamina) não podem ser patenteados. Sem patentes, não há como investir dinheiro em pesquisas, na produção e divulgação dos produtos, pois esses grandes laboratórios farmacêuticos internacionais vivem do direito exclusivo de explorar suas patentes durante anos.

Existem no Brasil, umas poucas empresas que importam o produto dos EUA e divulgam junto à classe médica, o que confirma a suposição de que alguns médicos brasileiros já conhecem os citados produtos e sua capacidade na prevenção da artrite e no combate à artrose.

Mas o médico fisiatra ou ortopedista pode receitar o sulfato de glicosamina que poderá ser feito em farmácias de manipulação.


Mais informações no site : http://www.cerir.org.br/
A Dra. Rina Dalva Neubarth Giorg, Mestre em Reumatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médica Chefe da Seção de Diagnóstico e Terapêutica do Serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo "Francisco Morato de Oliveira" e Presidenta da Sociedade Paulista de Reumatologia no Biênio 2000-2001.dá mais informações no site : http://www.cerir.org.br/