segunda-feira, 26 de julho de 2010

Andropausa - entenda o envelhecimento masculino....

Fonte: Discovery Health


Do mesmo jeito do que a mulher tem seu climatério e no decurso dele (depois da menopausa) já não terá possibilidades de engendrar, também a idade produz mudanças na sexualidade masculina, embora de modo muito diferente. Pareceria como que a natureza não tivesse tido vontade de amarrar o homem a períodos regulares nem a limites bruscos, como se o necessitasse sempre disponível -ainda avançado em anos- para a procriação. Mas, como é o ajustamento do casal perante processos muito diferentes, depois de compartilhar sua sexualidade pelo espaço de várias décadas?

Faz alguns anos, começou-se a usar o termo andropausa para abranger as mudanças que começam a atingir o homem desde os 50 anos para a frente e que têm a ver com a diminuição progressiva do nível de androgênios. Isso se reflete em todos os processos do organismo, mas suas conseqüências se percebem sobretudo na capacidade sexual.

Mas, será que é certo o termo andropausa? Muitos especialistas acham ele errado, posto que, nascido das semelhanças com o processo feminino da menopausa, pode acabar sendo comparável mas não idêntico.

Menopausa provem do grego e significa a cessação do período mensal (menstrual). Por outra parte, andro faz referência a homem e um homem não cessará de ser ele mesmo, ainda quando suas capacidades sexuais declinem.

Tem-se feito a proposta de chamar a esse processo o climatério masculino mas, mais uma vez estamos perante problemas etimológicos. Também o termo provem do grego, escalão e é apropriado no caso da mulher, posto que indica uma mudança definitiva, como é o termo da função de procriar. Por outro lado, no homem essa função pode-se manter além dos 70 anos, logicamente dependendo de cada caso. Mais do que a um escalão, o processo se asemelha a um longo plano descendente, levemente levantado.

Ainda assim e até que a ciência adote um termo mais apropriado, nós usaremos andropausa para nomear este processo do que já conhecemos duas das suas mais notórias diferenças perante o feminino: é longo e paulatino e não acaba repentinamente com a capacidade de engendrar a vida, nem também não com o desejo e a prática da sexualidade.

A andropausa pode produzir muitas mudanças e muitos sintomas, os que podem-se apresentar não somente como sinais referidos diretamente à função sexual, como por exemplo a dificuldade para produzir e manter a ereção. Também atingem o plano anímico, podendo causar irritabilidade, inquietação ou até uma tendência à depressão. A verdade é que por volta dos 60 anos, quase a metade da população masculina pode apresentar algumas das seguintes alterações:

uma diminuição natural e progressiva da função testicular (o hipogonadismo);

a diminuição da qualidade seminal com o declínio da capacidade reprodutora, embora tinham-se observado que no 50% dos homens de 80 ou ainda mais anos, percebem-se espermatozóides com capacidade para fecundar;

uma tendência à diminuição progressiva (embora leve) da testosterona, com uma diminuição anual média de 1%.

mudanças na micção.

mudanças no metabolismo.

algum grau de ginecomastia (desenvolvimento excessivo da glândula mamária do homem);

a diminuição da massa muscular e um aumento do acúmulo de gorduras, com possíveis conseqüências negativas, como o aumento do colesterol e a predisposição à obesidade e as doenças cardiovasculares;

as erecções se produzem com uma freqüência menor sendo necessário um maior tempo entre uma erecção e a outra, por causa duma perda mais rápida da vasocongestão genital;

uma maior necessidade de estímulos físicos como também a excitação requer mais tempo, mas por outro lado existe uma resposta sexual mais extensa, o que impede numa grande medida uma disfunção característica dos jovens: a ejaculação prematura;

uma diminuição da secreção antes da ejaculação e apresentando ela um volume e uma projeção menores;

mesmo que o orgasmo sofre modificações, tornando-se menos intenso e tendo uma duração menor, existe e é satisfatório até além dos 90 anos de idade.

As mudanças na sexualidade são simplesmente um aspecto do processo, mas todos os outros aspectos ajudarão para que o homem sinta que vai perdendo sua masculinidade, sua potência sexual, seu atrativo. Também com eles poderá perder um pouco de sua segurança habitual e de sua auto-estima. Ao menos que tenha a informação suficiente para compreender o que lhe está acontecendo e ajustar-se a sua nova realidade sem um sentimento de perda.

Inclusive a consulta com um profissional "Andrólogo", ajudará a dissipar todos os medos e será a guia para realizar um tratamento apropriado.

Em todos os casos, sugere-se como medidas gerais: uma dieta saudável, não fumar, realizar uma rotina periódica de exercícios físicos, controlar o peso e o consumo de bebidas alcoólicas.

Não apenas as mudanças orgânicas e psíquicas são as que influenciam no declínio da sexualidade humana por causa da idade, também são as mudanças culturais, posto que é geral a idéia de que os homens maiores de 50 anos e as mulheres depois da menopausa vão abandonando progressivamente o interesse pelo sexo. A sociedade em geral aceita o preconceito duma velhice naturalmente sem sexo. Nada mais longe à verdade.

A sexualidade humana, com a diferença da função sexual das outras espécies, não está constituída somente de processos orgânicos e tendências instintivas. Tanto o homem quanto a mulher possuem uma sexualidade formada também por elementos psicológicos muito fortes, os que às vezes influenciam muito mais do que o fator físico, dando lugar a uma variedade e uma riqueza inesgotável de desejos, atividades e preferências.

Inclusive, isso acontece talvez mais no homem do que na mulher já que, como faziamos referência anteriormente, o homem está ligado a uma sexualidade sem períodos definidos, interrupções repentinas, nem lapsos de abstinência por causa do processo da procriação. Mas também ligado a essa função procriadora durante uma época muito mais extensa da vida do que a mulher. Tudo isso faz com que um homem na idade madura, ainda velho, mantenha intacta e até potenciada toda a carga psicológica que abrange a sexualidade.

O problema se lhe apresenta quando procura continuar manifestando toda essa energia do mesmo jeito do que quando seu corpo era jovem. É nesse momento onde ele se defronta com o problema maior e a causa maior de angústia de muitos homens que, mantendo aceso o desejo, não têm sabido adaptá-lo à sua nova realidade orgânica.

Uma reorientação da energia sexual (libido) e uma aprendizagem junto à mulher, que também tem passado grandes mudanças, podem fazer com que os velhos desfrutem duma sexualidade renovada até uma idade verdadeiramente avançada e ainda até o fim da vida. Essa sexualidade terá ritmos novos, códigos diferentes e práticas alternativas às anteriormente tão freqüentes, como a penetração.

Tudo isso faz da velhice, a idade sexual da comunicação, a meiguice e a imaginação. Desse jeito, nascerão modos novos de manifestar a paixão como assim também um monte de recursos imaginativos na procura do prazer sexual.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

UM ÂNGULO ESPECIAL – UM BUQUÊ DE ROSAS.

Autor: Ademar Bodemüller

Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol. Um trabalhador dirigia-se para seu local de trabalho. Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo. Ali se pôs a fazer a sua oração cheia de vida, dialogando com Jesus. Ouviu, então, em meio ao silêncio, a voz de alguém, cuja presença não tinha percebido: "escute, venha aqui. Venha ver a rosa." Ele olhou para os lados, para frente, e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez: "Venha ver a rosa." Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa. Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: "venha ver a rosa." Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita. Mas o homem não se conformou e tornou a dizer: "Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa." Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com ele com aquele convite? Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem. "Veja agora a rosa", falou feliz o maltrapilho. De fato, era um espetáculo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris. Dali podia-se perceber um raio de luz do sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris. E o trabalhador, extasiado, exclamou: é a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris. Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso. É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso. O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocar de nosso comodismo, de romper com preconceitos, para ver a pessoa do outro de modo diferente e novo. Há uma rosa escondida em toda pessoa que não estamos sendo capazes de enxergar. Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diferente. Realizemos esta experiência, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido diferente onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores. Veja: quando nós rezamos, e vemos muitas pessoas rezarem o Pai Nosso de mãos dadas, gostaríamos que refletissem sobre o profundo mistério que envolvem essas mãos que se unem: A mão Jovem se une á mão idosa e entre elas, se cruza a mão eterna do Cristo. A mão fraca se une à mão forte e entre elas, se cruza a mão firme do Cristo. A mão branca se une a mão negra e entre elas, se cruza a mão santa do Cristo, que não tem raça e distinção. A mão tremula se une à mão segura e entre elas, se cruza a mão sustentáculo do Cristo. A mão calejada se une a mão sedosa e entre elas, se cruza a mão cravejada do Cristo. A mão do médico se une à mão do doente e entre elas, se cruza a mão ensanguentada de Jesus. A mão do empregado se une à mão do patrão e entre elas, se cruza a mão de mestre do Cristo. A mão da ignorância se une à mão da sabedoria e entre elas, se cruza a mão potente do Cristo. A mão pecadora se une à mão da graça e entre elas, se cruza a mão do perdão do Cristo. A mão da vida se une à mão da morte e entre elas, se cruza a mão redentora do Cristo. Lamentavelmente, somente mãos fechadas não se unem a outras mãos fechadas. Mas, mesmo assim, entre elas se põe e entre elas se cruza a mão aberta de Cristo!No colo de Jesus nós não estamos somente de mãos dadas, mas abraçados em Cristo Jesus. Juntas as mãos, formam um buquê de rosas!

domingo, 4 de julho de 2010

Ainda é possível fazer algo pelos filhos...

Autor: Dr. Içami Tiba (*)

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, TV, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio Pataxó? A pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados, por séculos...

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a ideia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da ideia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele, pai, se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas' e, sim, uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no Mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do Universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (kWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (os seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

Frase: 

"A mãe (ou o pai!) que dá ao filho uma educação religiosa, levando-o aonde possa desenvolver uma religiosidade sadia, não vai buscá-lo na cadeia..."

(*) Médico psiquiatra, é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.
Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração -- o primeiro nacional.
1º- lugar: Sigmund Freud; 2º- lugar: Gustav Jung; 3º- Lugar: Içami Tiba

Colaboração: Maria Helena Marques Grochowski

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Conhecimento vs Sabedoria

Autor Desconhecido
Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre Conhecimento e Sabedoria.

O mestre disse-lhes:

- Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé.

Subam, em seguida, a montanha que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.

No dia seguinte os jovens discípulos começaram a subir o monte. Lá pela metade um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito.

O outro subia naturalmente a montanha. Quando chegaram ao topo um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente.

Então, o que mais sofreu durante a subida perguntou ao colega:

- Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?

O companheiro respondeu:

- Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os vinte grãos de feijão.

É comum que se confunda Conhecimento com Sabedoria, mas essas são coisas bem diferentes. Se prestarmos atenção, podemos verificar que a diferença é clara e visível. O Conhecimento é o somatório das informações que adquirimos, é a base daquilo que chamamos de Cultura.

Podemos adquirir Conhecimento sem sequer vivermos uma experiência fora dos livros e das aulas teóricas. Podemos nos tornar Cultos sem sairmos da reclusão de uma biblioteca.

Já a Sabedoria, por outro lado, é o reflexo da vivência, na prática, quer pela experimentação, quer pela observação, da utilização dos conhecimentos previamente adquiridos.

Para se ser Sábio é preciso viver, experimentar, ousar, ponderar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida.

É preciso buscar, sim, o conhecimento, a informação. Deve-se atentar para não se tornar alguém fechado em si mesmo e no próprio processo de aprendizado.

Fazer isso é o mesmo que iniciar uma viagem e se encantar tanto com a estrada a ponto de se esquecer para onde se está indo.

E isso não parece ser uma atitude muito sábia.

Então, sejamos Sábios: vivamos, amemos e compartilhemos o que há em nossos corações!

E que saibamos cozinhar nossos feijões...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pessoas especiais.

Autora: © Letícia Thompson

Todos nós queremos ser pessoas especiais. Mais que uma questão de ter o ego saciado, sentir-se especial é sentir-se valorizado, diferente, mas de maneira enriquecedora.

Que somos únicos todo mundo fala. Não existem duas pessoas iguais, mesmo se a semelhança entre muitas pode ser extraordinária vez ou outra. Deus nos fez assim, diferentes, semelhantes e criaturas dele como todas essas maravilhosas coisas que nos cercam.

Mas acontece de nos sentirmos pequenos e insignificantes. Nem sempre sabemos lidar com nossos problemas e as coisas parecem tomar uma proporção muito maior do que são na realidade. Quantas vezes sentimos que o chão se abre sob nossos pés e nos perguntamos onde encontraremos forças para não cair! E nos perguntamos ainda onde outras pessoas conseguem encontrar forças, como conseguem, como levantam a cabeça, se erguem e vencem!

O que torna realmente uma pessoa especial em relação a outra não é o fato dela ter nascido com melhores condições. Se assim fosse, Jesus estaria entre a classe dos comuns, pois não poderia ter vindo ao mundo de maneira mais humilde.

O que torna uma pessoa especial é a sua vontade, convertida em capacidade de lidar com os tropeços da vida, as dúvidas, quedas, doenças e tantos outros impecilhos ao bem-viver. Para uns é mais fácil do que para outros sim, mas para todos é possível olhar para o Alto, se inclinar, trabalhar consigo e com suas emoções, dar a volta por cima e sair vitorioso.

O que nos segura e mantém vivos é a nossa fé, nossa esperança num amanhã ou numa eternidade que sabemos que está à nossa frente e nos espera. Como provar nossos conhecimentos se não passarmos por provas?

Cada dia quando fechamos a porta do último minuto e nos preparamos para o dia seguinte, é uma vitória alcançada.

Pessoas especiais aos olhos de Deus são as que não desistem, as que se voltam, recuam quando necessário e avançam quando preciso. São as que nunca perdem a coragem, mesmo nas aflições.

As que guardam a calma na tormenta porque tiraram da vida as lições, as que sabem que Deus não nos abandona, mas respeita, embora com tristeza, quando nos afastamos dEle.

Pessoas especiais abrem-se ao mundo e o abraçam. E por onde passam vão deixando rastros de luz, perfume de sabedoria, esperança para os que ficaram para trás, exatamente como deseja o coração de Deus.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O equílibrio entre o ser e o ter.

Autor:  (*)

Vivemos em um mundo que valoriza extremamente os bens materiais. Em sua maioria, as pessoas valorizam ou não o próximo, a partir do que o outro possui e aparenta, e não pela essência de seu ser.

Em um mundo dominado por nações materialistas e ainda sem ter alcançado suficiente desenvolvimento espiritual, grande parte das pessoas dedica sua vida a acumular dinheiro e bens materiais.

Desde cedo as crianças se acostumam a ter o que querem. E passam a valorizar seus amigos por suas aparências.

O que ocorre é que, sem reservas morais suficientes, muitos se tornam verdadeiros escravos da posse material e, muitas vezes, escravizam outros para atingir seus objetivos.

Sem dúvida que as posses materiais são uma conquista sócioeconômica do ser humano, ao longo de suas inúmeras jornadas na Terra.

O desenvolvimento material das sociedades é importante, pois gera melhorias na qualidade de vida, incentiva o desenvolvimento da indústria, do comércio, das ciências, das artes.

Todas essas conquistas permitem à Humanidade superar obstáculos de sobrevivência básica e, com isso, a possibilidade de desenvolver seu lado espiritual e moral.

A conquista do ter é dever de todos. A família depende dos recursos materiais para seu desenvolvimento, bem como a sociedade.

A conquista do ter, contudo, jamais deve ser mais importante que a do ser, que é a conquista dos valores morais e leva o indivíduo a elevar-se como Espírito.

O risco da posse ou da aquisição da propriedade não está no fato em si, mas da maneira como isto se dá e no que representa emocionalmente.

A aquisição de bens materiais não deve ter como base a avareza, e como objetivo a conquista de posição social passível de inveja ou de submissão de outrem.

A conquista material deve ser resultado do trabalho digno e constante, frequentemente oriundo de uma profissão baseada em estudo e preparo.

A conquista material deve prover conforto e equilíbrio àqueles que a possuem, mas jamais levar ao desequilíbrio das posses supérfluas e do modo de vida de ostentação e prazeres intermináveis.

Quem acumula bens materiais em quantidade superior àquela necessária à sua dignidade bem como de sua família, tem uma obrigação moral: dividir seus bens de uma maneira inteligente e sensata.

Obviamente que a doação àqueles que necessitam é necessária e nobre, mas a verdadeira divisão é baseada na geração de empregos e desenvolvimento.

Para ter tal lucidez é preciso que o indivíduo já tenha maior evolução espiritual a fim de que possa perceber que de nada serve uma fortuna acumulada em instituições financeiras e transformada apenas em bens de uso próprio.

É preciso ter equilíbrio, é preciso pensar no próximo, é preciso ser mais do que ter.

A felicidade, na Terra, independe do que se tem, mas se constitui naquilo que o ser cultiva interiormente em termos de amor sincero, ilimitado e em simplicidade.

(*) Redação do Momento Espírita com base no cap. Propriedade, do livro Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco,ed. Leal.

Os dois cavalos!

Autor desconhecido

Na estrada de minha casa, há um pasto onde vivem dois cavalos.

De longe, parecem cavalos normais mas, quando olhamos bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arranjou um amigo, um cavalo mais jovem.

Isto é de admirar!

Ao observá-los, ouviremos um pequeno sino, e este está no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e vai até ele.

Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo.

Percebemos que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes pára, para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.

Como o dono, desses dois cavalos, Deus não se desfaz denós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio, quando precisamos.

Algumas vezes somos como o cavalo cego, guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos como o cavalo guia, ajudando outros a encontrar seu caminho. E assim são os bons amigos! Não precisamos vê-los, mas estão presentes em nossas vidas!

Por favor, ouça o meu pequeno sino; eu também ouvirei o seu.

Ame generosamente,

Cuide com devoção,

Fale com bondade...

E confie, deixando as demais coisas para Deus..