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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Aprenda a se amar.

Autora: Rosemeire Zago

"Você já reparou que por vezes queremos abraçar o mundo, quando na verdade não conseguimos abraçar a nós mesmos? Qual foi a última vez que você se abraçou?

Queremos cuidar de todos, quando não conseguimos, ou não sabemos, cuidar de nós e nem daqueles que amamos. Porque quando não recebemos amor e atenção de nossos genitores da forma que desejávamos quando crianças, passamos a vida em busca deste amor em forma de reconhecimento e aprovação.

Esperamos sempre, consciente ou inconscientemente, que alguém reconheça nosso valor, e quando não acontece, perdemos nosso referencial interno e também, nossa auto-estima. Esperamos aprovação pelo que fazemos e acima de tudo, pelo que somos e realizamos. E quando não somos reconhecidos, principalmente por pessoas significativas, deixamos de acreditar em nossa capacidade.

Assim, passamos a buscar amor sempre no outro, e nunca dentro de nós. Esquecemos o quanto é essencial aprendermos a nós amar. Em alguns momentos perdemos nosso amor-próprio e com ele nossa confiança, por isso a opinião dos outros se torna tão importante. Quantas vezes você disse a si mesmo do seu próprio amor? Quantas vezes você disse que se ama? Nunca? Pode ser! Mas nunca é tarde para começar.

Do mesmo modo que nosso físico precisa de água e alimento, nossas emoções também precisam ser alimentadas. Mas estamos sempre esperando que o outro nos ame, nos abrace, que reconheça nosso valor, demonstre o quanto somos importantes, pois não nos sentimos capazes. Por que não nos amamos? Não nos aprovamos? Não nos sentimos importantes? Já pensou que se não nutrirmos estes sentimentos por nós mesmos, como podemos esperar que alguém o faça, e ainda mais, que faça melhor que nós? Por que desprezamos tanto nossa capacidade? Já pensou sobre isso?

É preciso aprender a identificar cada sentimento, sabendo o que sente e depois respeitar estes mesmos sentimentos e não desprezá-los. Não nos respeitamos e depois reclamamos que os outros não nos respeitam. Quantas vezes você sentiu algo e ignorou este sentimento para você mesmo? Muitas vezes isto acontece porque durante a vida, as pessoas tidas como significativas, ignoraram suas reais necessidades emocionais e com o tempo você aprendeu a fazer o mesmo. Por que desprezaram sua dor, você vai fazer igual? Pare com esse círculo vicioso. Olhe para dentro de você. Não como quem olha no espelho, superficialmente e tentando encontrar algum defeito, e porque até neste momento a imagem refletida é invertida. Olhe de verdade para dentro de seu ser, de sua alma. Deixe o medo de lado, pois ele não permite que você cresça. Enfrente-o e acredite que irá descobrir muitas qualidades que talvez ninguém reconheça, mas que há dentro de você. E se encontrar defeitos, quem não os têm? Olhe para eles com carinho, para mudar cada um, se quiser.

Transforme este momento no que podemos chamar verdadeiramente de crescimento, evolução. Liberte-se das necessidades não supridas de amor, aprovação, reconhecimento e saiba que só você pode se aprovar. Aprenda a se abraçar, se respeitar, se aceitar, se amar. Dê a si mesmo todo o amor que espera receber de alguém, pois só assim você poderá ser realmente amado e amar. Liberte-se das culpas, perdoe e perdoe-se! Liberte-se também das mágoas e dos ressentimentos do passado que só aprisionam e machucam tanto.

Agora coloque a folha em algum lugar para que fique com as mãos livres e faça o seguinte exercício: coloque sua mão direita sobre seu braço esquerdo e sua mão esquerda sobre seu braço direito. Pronto! Você está aprendendo a se abraçar. Abrace-se com carinho, fale do quanto você é capaz, do quanto você pode conquistar com seus próprios méritos. Fale do quanto acredita em você e principalmente, do quanto você se ama. Fale que a partir de agora, só você mesmo pode aprovar ou não o que faz. Se ninguém o ama, você se ama. Se ninguém vibra com suas conquistas, você mais do que ninguém passará a valorizar e a celebrar cada uma delas.

Não espere mais que o “outro” venha te salvar, venha te aprovar e reconhecer tudo de bom que faz. Pare de colocar sua vida e seus sentimentos, que é tudo que você tem de mais valioso, nas mãos de alguém. É claro que você pode dividir tudo isso com alguém que seja muito especial e que o ame muito, do contrário, guarde tudo só para você.

Agora olhe para dentro de você, sem medo, para que possa se descobrir. Perceba sua essência, deixe brilhar sua luz, pois só assim encontrará paz e poderá valorizar sua maior dádiva: sua vida neste momento presente! Afinal, o passado já se foi... e o amanhã, ah, o amanhã! Quem saberá? Por isso, a hora de começar é agora, faça seu melhor já! Comece irradiando amor... primeiro por você, depois contagie aqueles que ama."

[Imagem: Bettman Archive, Mirrored Nude]

Auto-estima....

Autora: Elisabeth Cavalcante 

"Para um grande número de seres humanos, o desenvolvimento de uma auto-estima sólida não vem facilmente. São, geralmente, pessoas que tiveram uma história de vida em que o incentivo às suas qualidades e a compreensão para com suas falhas e limitações, estiveram ausentes a maior parte do tempo.

Muitos pais acreditam, de fato, estar fazendo o melhor por seus filhos quando esperam deles um comportamento perfeito, isento de erros e acham que, deste modo, os estão preparando para enfrentar a competitividade do mundo e saírem vencedores, obtendo reconhecimento e destaque.

Ocorre que cada pessoa tem características únicas que precisam ser percebidas e respeitadas desde muito cedo, para que se evitem as comparações e, consequentemente, o desenvolvimento do sentimento de inadequação e inferioridade.

Acreditar que não possui qualidades suficientes para ser amado e aceito pelos outros é o pior sentimento que um ser humano pode experimentar. Esta crença, ao se tornar uma verdade, muitas vezes inconsciente, mina a auto-confiança e o impede de colocar-se diante do mundo com a certeza de quem tem algo de valioso a acrescentar.

Todos nós possuímos qualidades que podem fazer a diferença na vida de alguém, mas, antes disso, é preciso que as reconheçamos para nós e façamos a diferença em nossa própria vida.
Sem esta convicção, nos tornaremos escravos do medo e fugiremos de qualquer situação ou circunstância em que nossos talentos sejam postos a prova. Uma das manifestações mais comuns da insegurança, que atinge um grande número de pessoas, é o medo de dirigir.

Para aqueles que sofrem com esta incapacidade é como se, ao assumirem a direção de um automóvel, o mundo se tornasse um gigantesco palco no qual elas serão observados e, desaprovados, visto que não acreditam possuir o nível de qualidade que lhes será exigido.

Este sentimento- o medo do julgamento alheio - se repetirá indefinidamente, em qualquer situação em que se sintam testadas. Desfazer as crenças que minam nossa auto-estima é um trabalho árduo, que exige paciência e vontade.

Mas, aos poucos, o amor próprio acabará prevalecendo e, ainda que sejamos criticados e nem sempre aprovados pelo restante do mundo, nada será capaz de abalar nossa autoconfiança.

"... por séculos suas raízes foram cortadas, envenenadas. Você tem sido feito de medo de estar sempre apaixonado por si mesmo,. que é o primeiro passo do amor e a primeira experiência. Um homem que se ama, respeita a si próprio.

E um homem que ama a si mesmo e respeita a si próprio, respeita os outros também - porque ele sabe, "Assim como eu sou, são os outros. Assim como eu gosto de amor, respeito, dignidade, os outros também gostam. Ele se torna consciente de que não somos diferentes - na medida em que os princípios estão relacionados, nós somos um. Estamos sob a mesma lei: aes dhammo sanantano.

Buda diz: nós vivemos sob a mesma lei eterna. Nos detalhes, podemos ser um pouco diferentes entre nós - o que traz grande variedade, o que é belo. Mas, nas fundações, nós somos parte de uma só natureza.

O homem que ama a si mesmo desfruta tanto do amor, torna-se tão feliz, que o amor começa a transbordar, começa a alcançar os outros. Tem que alcançar! Se você vive o amor, você tem que compartilhá-lo. Você não pode seguir amando a si mesmo para sempre - porque uma coisa se tornará absolutamente clara para você: se amar uma pessoa, a si mesmo, é tão tremendamente extático e belo, quanto mais êxtase está esperando por você, se você começar a compartilhar seu amor com muitas pessoas!

Lentamente as ondas começam a alcançar cada vez mais longe. Você ama outras pessoas, então você começar a amar os animais, os pássaros, as árvores, as rochas. Você pode preencher o universo inteiro com seu amor. Uma pessoa só é suficiente para preencher todo o universo com amor, assim como um simples seixo pode encher todo o lago com ondulações - um pequeno seixo".

OSHO - O Dhammapada: The Way of the Buddha

domingo, 19 de outubro de 2008

Recuperação da auto-estima...

O dom de curar nem sempre está em medicamentos ou em cirurgias. Pode estar, literalmente, nas mãos de um artista, mesmo que esta arte não seja exposta em galerias famosas.

Nesse caso a cura foi a devolução da auto-estima para uma garotinha.

O que é maravilhoso!

Confira as fotos.