Central da Reciclagem - Encontre os pontos de descarte, por tipo de material de reciclável, mais próximos de você.
http://www.madeinforest.com.br/?reciclagem
Colaboração enviada por Marcos Santos Baptista
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terça-feira, 26 de julho de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Coleta de lixo em Barcelona
Que espetáculo!!! Primeiro mundo é outra coisa... Já existe o sistema em mais de 50 cidades europeias!
Clique no link.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Tratamento ambiental desigual...

Autor: Luciano Pizzatto (*), adaptada por Barbosa Melo
CARTA DO ZÉ AGRICULTOR PARA LUÍS DA CIDADE
Prezado Luis, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né?
CARTA DO ZÉ AGRICULTOR PARA LUÍS DA CIDADE
Prezado Luis, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né?
O Zé do sapato sujo?
Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite.
Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite.
De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono.
Do Zé Cochilo você lembra né Luis?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês.
Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade.
Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar.
Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês.
Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade.
Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar.
Se ele falou deve ser verdade, né Luis?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa.
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa.
Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite.
Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis?
O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele.
Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo.
Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover.
Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover.
Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros.
Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra
proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse
que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pran
fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que
vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com
as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai
mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato
da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa
grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados.
proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse
que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pran
fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que
vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com
as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai
mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato
da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa
grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados.
As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão.
Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade.
A pocilga já acabou as vacas não podem chegar perto.
Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo.
Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será?
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será?
Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão.
Cortar árvore então, Nossa Senhora!
Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar.
Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar.
Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei.
Pronto!
No outro dia chegou o fiscal e me multou.
Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente.
Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau.
Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia.
Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia.
Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só
falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mas fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira.
falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mas fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira.
Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça.
Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa.
Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo.
Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luis.
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.
(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)
(*)Luciano Pizzatto é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.
Até mais Luis.
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.
(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)
(*)Luciano Pizzatto é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
História das coisas - A máquina do consumo...
Publicado dia 30 de julho de 2008 às 12:45
História das Coisas, versão brasileira do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard:
O que é História das Coisas ?
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.
História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.
História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.
História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.
Assista o vídeo em http://videolog.uol.com.br/video.php?id_video=353307
História das Coisas, versão brasileira do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard:
O que é História das Coisas ?
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.
História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.
História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.
História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.
Assista o vídeo em http://videolog.uol.com.br/video.php?id_video=353307
domingo, 3 de agosto de 2008
Tree4life - Ponto de encontro, na Internet, de pessoas preocupadas com a natureza.
Quatro alunos curitibanos de pós-graduação em Gestão Empresarial da Fundação Getúlio Vargas resolveram aliar a consciência ecológica à tecnologia da Internet.
Fruto de uma das disciplinas do curso de pós-graduação em Gestão Empresarial, a "Tree4LifeSite", é uma ferramenta de luta contra a destruição da natureza.
Segundo um dos coordenadores do projeto, trata-se de uma idéia pioneira no mundo para reflorestamento ambiental, desenvolvida durante o curso na FGV, e agora apresentado em caráter definitivo.
Sem sair de casa e de graça, ao clicar nos botões dos patrocinadores da página, qualquer cidadão estará garantindo o plantio de uma árvore em áreas degradadas, como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica.
Como funciona?
As árvores plantadas virtualmente são convertidas em mudas reais, graças aos anunciantes do site. A cada acesso, o internauta visualiza os banners identificando os patrocinadores. Em contrapartida por essa mídia "superdirigida", a cada 30 dias os anunciantes pagam as mudas que serão plantadas. "Os primeiros cliques vão garantir o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica, entre os estados do Paraná e São Paulo", afirma o engenheiro agrônomo e coordenador do projeto. Nesta primeira área devem ser plantadas 4,5 milhões de mudas de até 30 espécies nativas.
O site www.tree4life.com propõe-se a ser o instrumento catalisador desse processo de conscientização e mudança e como meio de ligação ente o internauta e as companhias patrocinadoras. A informação fluirá a uma velocidade on line e atingirá um público maior que o possível em qualquer outra mídia, convertendo o site no meio mais simples de satisfazer o desejo das pessoas de participação neste movimento mundial.
Fruto de uma das disciplinas do curso de pós-graduação em Gestão Empresarial, a "Tree4LifeSite", é uma ferramenta de luta contra a destruição da natureza.
Segundo um dos coordenadores do projeto, trata-se de uma idéia pioneira no mundo para reflorestamento ambiental, desenvolvida durante o curso na FGV, e agora apresentado em caráter definitivo.
Sem sair de casa e de graça, ao clicar nos botões dos patrocinadores da página, qualquer cidadão estará garantindo o plantio de uma árvore em áreas degradadas, como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica.
Como funciona?
As árvores plantadas virtualmente são convertidas em mudas reais, graças aos anunciantes do site. A cada acesso, o internauta visualiza os banners identificando os patrocinadores. Em contrapartida por essa mídia "superdirigida", a cada 30 dias os anunciantes pagam as mudas que serão plantadas. "Os primeiros cliques vão garantir o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica, entre os estados do Paraná e São Paulo", afirma o engenheiro agrônomo e coordenador do projeto. Nesta primeira área devem ser plantadas 4,5 milhões de mudas de até 30 espécies nativas.
O site www.tree4life.com propõe-se a ser o instrumento catalisador desse processo de conscientização e mudança e como meio de ligação ente o internauta e as companhias patrocinadoras. A informação fluirá a uma velocidade on line e atingirá um público maior que o possível em qualquer outra mídia, convertendo o site no meio mais simples de satisfazer o desejo das pessoas de participação neste movimento mundial.
Marcadores:
ecologia,
natureza,
reflorestamento
domingo, 27 de julho de 2008
Desmatamento das florestas brasileiras. Detê-lo é uma missão de todos.
Fonte: Estadão Online)
O ministro do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, Sigmar Gabriel, afirmou na segunda-feira (27) ser "uma missão enorme" a do governo brasileiro tentar deter o desmatamento diante da alta de preços de ração animal. "É uma tarefa difícil", afirmou Gabriel, no primeiro dia de sua viagem oficial ao Brasil. Até sexta-feira (2), quando termina sua missão, o ministro deverá cumprir uma agenda com três pontos básicos: desmatamento, biocombustíveis e preparativos para 9ª Conferência das Partes da Convenção (COP-9) sobre Diversidade Biológica, marcada para maio, em Bonn.
Gabriel deverá fazer uma visita ao Pará, onde poderá ter uma mostra sobre o desmatamento no País. O ministro não quis fazer comentários sobre a retomada do ritmo de derrubada das florestas no Brasil. Questionado sobre o assunto, ele disse que, em seu primeiro dia de viagem, seria precipitado fazer qualquer tipo de avaliação. Mas mostrou preocupação em relação à pressão sobre as florestas - que, em sua avaliação, está intimamente ligada ao aumento de preços dos produtos agrícolas usados para ração animal. "Esses preços favorecem agricultores, mas têm um efeito prejudicial: o incentivo à devastação das florestas."
Na manhã de segunda-feira (27), Gabriel encontrou-se com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ao colega, Marina mostrou números sobre operações para conter o desmatamento, prisões feitas e processos abertos. O ministro alemão considerou os números "impressionantes", sem, porém, deixar de reforçar a necessidade de se tentar conter tal efeito. "Essa é uma missão enorme."
A Alemanha assume a presidência da COP-9 em maio, no lugar do Brasil que desde 2006 exerce o posto. No encontro com Marina, Gabriel pediu apoio para uma missão que considera essencial: avançar a negociação sobre o regime internacional sobre acesso e repartição de benefícios (ABS), um mecanismo para incentivar países a proteger seus recursos genéticos. "Somente no momento em que países de beneficiarem economicamentoe do uso desses recursos é que países terão incentivo para preservá-los. É a forma mais eficaz de se garantir proteção das espécies", afirmou Gabriel.
Na avaliação de Marina, esse recurso seria essencial para conter o desmatamento. E, novamente, ela defendeu a criação de um fundo voluntário de incentivo para países que reduzirem a emissão de CO2. "É tão difícil para países ricos mudarem sua matriz energética para fontes renováveis quanto para países em desenvolvimento mudar sua forma de produção", justificou. Para que a tarefa dos países em desenvolvimento seja mais fácil, completou, é essencial a transferência de tecnologia, auxílio para que os países mudem sua forma de produção.
A viagem de Gabriel é também uma missão preparatória para a visita da chanceler Angela Merkel ao Brasil, em maio. No encontro, será assinado um acordo na área energética entre os dois países.
A Alemanha é o segundo maior doador para projetos na área ambiental. No Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), que financia projetos na Amazônia e na Mata Atlântica, nos últimos doze anos, a Alemanha é a principal doadora. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que, de 1995 para cá, o Brasil recebeu do PPG7 US$ 280 milhões.
O ministro do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, Sigmar Gabriel, afirmou na segunda-feira (27) ser "uma missão enorme" a do governo brasileiro tentar deter o desmatamento diante da alta de preços de ração animal. "É uma tarefa difícil", afirmou Gabriel, no primeiro dia de sua viagem oficial ao Brasil. Até sexta-feira (2), quando termina sua missão, o ministro deverá cumprir uma agenda com três pontos básicos: desmatamento, biocombustíveis e preparativos para 9ª Conferência das Partes da Convenção (COP-9) sobre Diversidade Biológica, marcada para maio, em Bonn.
Gabriel deverá fazer uma visita ao Pará, onde poderá ter uma mostra sobre o desmatamento no País. O ministro não quis fazer comentários sobre a retomada do ritmo de derrubada das florestas no Brasil. Questionado sobre o assunto, ele disse que, em seu primeiro dia de viagem, seria precipitado fazer qualquer tipo de avaliação. Mas mostrou preocupação em relação à pressão sobre as florestas - que, em sua avaliação, está intimamente ligada ao aumento de preços dos produtos agrícolas usados para ração animal. "Esses preços favorecem agricultores, mas têm um efeito prejudicial: o incentivo à devastação das florestas."
Na manhã de segunda-feira (27), Gabriel encontrou-se com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ao colega, Marina mostrou números sobre operações para conter o desmatamento, prisões feitas e processos abertos. O ministro alemão considerou os números "impressionantes", sem, porém, deixar de reforçar a necessidade de se tentar conter tal efeito. "Essa é uma missão enorme."
A Alemanha assume a presidência da COP-9 em maio, no lugar do Brasil que desde 2006 exerce o posto. No encontro com Marina, Gabriel pediu apoio para uma missão que considera essencial: avançar a negociação sobre o regime internacional sobre acesso e repartição de benefícios (ABS), um mecanismo para incentivar países a proteger seus recursos genéticos. "Somente no momento em que países de beneficiarem economicamentoe do uso desses recursos é que países terão incentivo para preservá-los. É a forma mais eficaz de se garantir proteção das espécies", afirmou Gabriel.
Na avaliação de Marina, esse recurso seria essencial para conter o desmatamento. E, novamente, ela defendeu a criação de um fundo voluntário de incentivo para países que reduzirem a emissão de CO2. "É tão difícil para países ricos mudarem sua matriz energética para fontes renováveis quanto para países em desenvolvimento mudar sua forma de produção", justificou. Para que a tarefa dos países em desenvolvimento seja mais fácil, completou, é essencial a transferência de tecnologia, auxílio para que os países mudem sua forma de produção.
A viagem de Gabriel é também uma missão preparatória para a visita da chanceler Angela Merkel ao Brasil, em maio. No encontro, será assinado um acordo na área energética entre os dois países.
A Alemanha é o segundo maior doador para projetos na área ambiental. No Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), que financia projetos na Amazônia e na Mata Atlântica, nos últimos doze anos, a Alemanha é a principal doadora. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que, de 1995 para cá, o Brasil recebeu do PPG7 US$ 280 milhões.
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