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domingo, 8 de novembro de 2009

Esta é uma frase dita há 2060 anos e ainda está atual.


Autor: Marcus Tullius - 55 a.c

Tirem as suas conclusões....

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Consumo; poder; status; prazer; subir na vida e rápido,…

Autor: Sergio L M Rocha

Na busca destes desejos, as pessoas, particularmente os jovens, não medem esforços para obtê-los.
Vale tudo!
Possuir um “curriculum” extenso e diversificado, várias faculdades, vários títulos em pós, MBA’s e até mestrados, de preferência no exterior. Falar vários idiomas, se possível, até o mandarim. Jogar na bolsa, loterias, cassinos, aceitar a corrupção como algo natural, traições, infidelidades, frieza, pisar no pescoço da própria mãe, irmão ou quem quer que se coloque no caminho, “passar por cima” como se diz.
Os exemplos e ensinamentos de muitos pais, nas escolas, nas universidades e nas empresas, lamentavelmente, oferecem e estimulam esta tendência no modo de pensar e agir dos jovens.
No mundo moderno, a competição e o seu símbolo sagrado “The number one”, passou a ser o modelo de comportamento das pessoas, particularmente dos jovens.
Pais cobrando, dos filhos, resultados nunca inferiores ao lugar mais alto dos pódios, quer nas escolas, nos cursos de idiomas, nos esportes praticados, nos concursos ou em qualquer situação onde o jovem tenha ou seja meta a competir. Gerentes, chefes, treinadores, instrutores, professores, exigindo cada vez mais resultados idênticos de todos os integrantes da turma, equipe, time ou que nome tenha.
Jovens estressados, atenuados, cansados, irritados, agressivos, alucinados, “workaholics”, “studentholics”, rebeldes, explosivos, desligados, que acabam por não viver a fase da adolescência ou a do jovem adulto. Ainda inexperientes, mas se achando em condições de se tornar o “dono do mundo” em pouco anos, quem sabe antes dos trinta, na verdade se sentindo “velho” aos 25 anos.
Muitos buscando, nas drogas, um momento de desligamento, porém aumentando de forma exponencial a sua própria destruição.
Com raríssimas exceções, baseiam suas vidas no tripé, família, lazer e trabalho, de forma equilibrada e ajustada à fase vivida no momento.
Querem ter tudo e ser tudo, muito rapidamente. Não aceitam esperar, aliás não admitem esperar.
Poupar?
O que significa isto, para um jovem hoje em dia?
Aplicam os seus salários, suas mesadas, seus prêmios, o dinheiro obtido seja de forma, lícita ou ilícita, na obtenção do que desejam ou naquilo que a mídia estimula ou aponta como diferencial na sociedade.
Querem consumir, necessitam consumir, precisam se destacar, seja que de forma for, e é claro que o caminho do menor esforço, é o preferido.
São jovens se prostituindo, traficando, se corrompendo, esmolando e até roubando, seja o dinheiro alheio, seja a própria juventude, seja a própria saúde, …
mundo onde faltam empregos e se exige cada vez mais para obtê-los, onde faltam oportunidades para todos, mesmo para muitos daqueles que, como disse no início deste texto, possuem um “curriculum” invejável, digno e vasto, as fórmulas mágicas para a obtenção de riquezas, à curtíssimo prazo, representam verdadeiras armadilhas para àqueles que sucumbem à ganância e à ambição.
No mundo moderno, a saída para o ganho fácil e rápido, lamentavelmente, sempre servirá de estímulo para a maioria das pessoas.
Não é raro, hoje em dia, um jovem preferir continuar no ócio a aceitar um emprego que não lhe ofereça a possibilidade de ganhos que lhe permitam realizar os seus desejos, referem ficar sob as asas dos pais, da família.
Aliás, isto é algo que se alastra pela sociedade numa velocidade muito alta. O emprego está deixando de ser um objeto de desejo para muitos e os pedintes estão aí para demonstrar o que falo. Você oferece dinheiro ele agradece e fica feliz, você oferece alimento ou trabalho ele te xinga ou agride.
O consumismo domina a sociedade moderna e continuará dando as cartas, até que uma nova ordem econômica se estabeleça no mundo, talvez quem sabe, face aos níveis alarmantes da destruição do nosso planeta, provocada pelo capitalismo selvagem desvairado, que nos domina e assola.
O dinheiro sempre moveu o mundo e não faço a menor idéia quando deixará de fazê-lo, portanto é utópico imaginarmos um mundo sem ele ou sem o poder que possui.
Creio que a saída esteja na educação das pessoas para o consumo e a obtenção de poder, daí a sugerir alguns conselhos que recebi de meu pai e que muito me valeram e valem até hoje:

1- Temos que consumir aquilo que podemos e não aquilo que desejamos;
2- Temos que aprender a representar o valor financeiro daquilo que desejamos consumir, como um percentual do nosso salário ou renda e o que irá representar em nosso orçamento;
3- Precisamos aprender a poupar para ter, a esperar, a conter o nosso imediatismo;
4- Temos que agir como banqueiros ou agiotas para nós mesmos;
5- Temos que nos conscientizar do que somos no momento e a nos aprimorar para progredir. Em outras palavras, um filhote de uma águia não pode voar ou caçar, como os adultos o fazem, enquanto não tiverem a estrutura e a experiência necessárias para tal;
6- Temos que aceitar as diferenças entre as pessoas: as minhas qualidades podem ser os defeitos do outro e vice-versa. Não existem duas pessoas exatamente iguais;
7- Devemos dominar nossas ambições e jamais nos deixarmos dominar por elas. Ter ambições é uma coisa, ser ambicioso é outra;
8- A harmonia familiar e a saúde do nosso corpo são vitais para o nosso sucesso na vida;
9- O lazer, assim como o sono, é indispensável à recuperação e ao combate ao estresse vivido no dia-a-dia;
10- O ganho fácil deve sempre ser visto com desconfiança. Melhor acreditar nas nossas intuições do que nas dos outros.
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(*) Sergio L M Rocha - administrador de empresas e consultor.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A crise da economia americana.

(autor desconhecido)
Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiados em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito. Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez... O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil...parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós-fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca. Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito. Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul. Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir... Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó. Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores. Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou. Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir. O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimos interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão. O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente. No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera amanhã. O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá. Finabank CCTVM No dia 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos) pontos no Indice Dow Jones, que mede o valor ponderado das ações das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929... Este dia, certamente, será lembrado para sempre na historia do capitalismo.