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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O que significa ter quarenta anos? (SR)

Autor: Sergio L.M. Rocha (*)

O que significa completar quarenta anos?
Por que tamanha preocupação?
Talvez por não me preocupar com isto passei direto por este marco e quando me dei conta já tinha passado por muitos deles.
Entendo que a forma que temos de viver é que nos faz sentir e se importar com estes marcos de idade: 15, 18, 21, 30, 40, 50, 60, 65, 70 e por aí vai.
Talvez as mulheres, movidas por uma preocupação exagerada com a sustentação da beleza, se preocupem com eles mais do que os homens. São as rugas, as manchas, as formas do corpo, o ressecamento da pele e dos cabelos, o manequim, a barriguinha, as varizes, a menopausa, os distúrbios hormonais, etc.
O homem por sua vez, preocupado talvez com a sua profissão, o seu salário, a competitividade, com o status, muito provavelmente começam a se preocupar com isso nas fases mais adiantadas, muito mais por causa da ameaça da perda de virilidade do que pela vaidade com a beleza do corpo.

Entretanto nos dias atuais, creio que muitas mulheres já mudaram a sua forma de encarar estes marcos há tanto estabelecidos e que tanto as preocupavam. Chegar a terceira idade já não é tão assustador assim, já que muitas mulheres estão nesta fase com uma disposição de fazer inveja a muitas de trinta. O mundo de hoje assim o permite, através de alimentação, cuidado com o corpo, recreação, lazer, estudos, atividades sociais, tratamentos, medicamentos, etc, que fazem com que, principalmente as mulheres aparentem idades bem abaixo do que possuem. O mesmo acontece com muitos homens que não desprezam os cuidados com a saúde, física e mental.

Envelhecer consciente e de forma saudável é o caminho, aproveitar a vida dentro das possibilidades de cada um, curtir os momentos, por mais simples que seja, um filme, um livro, uma caminhada na praia, ou no campo, uma ginástica, um chopinho, uma ida ao shopping, uma viagem, conhecer um novo lugar, pessoas, uma nova atividade,... ou seja, o importante é se divertir. Experimentar um novo corte de cabelo, uma nova cor ou roupa, novas amizades, a formação de uma nova rede de relacionamentos, traz sem dúvida uma melhora no bem estar dos indivíduos.

Interessante e que a maioria das pessoas, com raríssimas exceções, chegam aos trinta e se vêm com dezoito. Quando chegam aos quarenta, continuam se sentindo com se tivessem vinte ou vinte e cinco. Aos cinquenta têm disposição de trinta. Aos sessenta fazem coisas que com quarenta sequer sonhavam fazer, por absoluta falta de tempo. Aos setenta, o corpo já cobra e se curva mas não impede a pessoa saudável de se manter ativa.

Aos oitenta estão por aí, mantendo muitas famílias, indo a shoppings, praias, viajando, dirigindo o próprio automóvel, enchendo os salões de beleza, praticando tai-chi, hidroginástica, Yoga, escrevendo, compondo, inventando, pesquisando, criando (veja Oscar Niemayer), representando, cantando, clinicando, advogando, praticando esportes, etc...

Então o que representa a idade que temos?

Salvo o desgaste natural provocado pelo envelhecimento celular, ter 20, 30,40, 50, 60 , 70, 80,....nada mais é que um estado de espírito, o resto são convenções que só fazem atrapalhar aos que gostam e sabem viver.

Experiência se adquire enquanto se vive.

O negócio é aproveitar a vida responsavelmente e seguir o ditado “Curta a vida por que a vida é curta!"
(*) Sergio L. M. Rocha é Administrador de empresas CRA-RJ e Consultor empresarial.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Fábula das ferramentas...

(Mariana Barcelos)
Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi uma reuniao de ferramentas para acertar suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa?
Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.
O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou mas, por sua vez, pediu a expulsao da lixa.
Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condiçao de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussao.
Foi entao que o serrote tomou a palavra e disse: "Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos.
Assim, nao pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes".
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se entao como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos.
Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situaçao torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O vaso rachado...

"Uma velha senhora possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara, que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado, e o outro era perfeito.
Este último, estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.
Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.
Naturalmente, o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho:
- 'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...'
A velhinha sorriu:
- 'Você reparou que lindas flores foram semeadas do teu lado docaminho?
- Eu sempre soube do teu defeito, e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado...E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas.
Por dois anos, recolho belíssimas flores para enfeitar a mesa deste lar.
Se tu não fosses como és, eu não teria essas maravilhas enfeitando a minha casa.
Cada um de nós tem o próprio defeito, mas o defeito que cada um de nós tem, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.
É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que nele há de bom.
Portanto, meu 'defeituoso' amigo, tenha um bom dia e continue regando as flores do seu lado do caminho."

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Os três últimos desejos de Alexandre 'O grande'

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:


1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;


2 - que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e


3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.


Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões.


Alexandre explicou:


1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;


2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;


3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.


É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida...