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sábado, 2 de julho de 2011

TESTE PARA PSICOPATAS.

Autor desconhecido

Esse é um teste psicológico de verdade.

Uma garota, durante o funeral de sua mãe, conheceu um rapaz que nunca tinha visto antes.

Achou o cara tão maravilhoso que acreditou ser o homem da sua vida.

Apaixonou-se por ele e começaram um namoro que durou uma semana. Sem mais nem menos, o rapaz sumiu e nunca mais foi visto. Dias depois, a garota matou a própria irmã.

Questão: Qual o motivo da garota ter matado sua própria irmã???

(Não desça até o final antes de ter pensado em uma resposta!!!)

 Realmente tente responder, pois é interessante.

Para saber a resposta passe o cursor sobre as linhas abaixo.

Ela matou porque esperava que o rapaz pudesse aparecer novamente no funeral de sua irmã.

Se você acertou a resposta, você pensa como um psicopata.

Esse é um famoso teste psicológico americano para reconhecer a mente de assassinos seriais (Serial Killers).

A maioria dos assassinos presos acertou a resposta.

Para um psicopata, sempre OS FINS justificam OS MEIOS.

Se você errou...
Bom para você,
Bom para sua família e
Bom para seus amigos.

Se você acertou a resposta...
Apague meu Nome da sua agenda,
Apague meu nº do seu celular,
Apague meu e-mail do seu micro e esqueça que me conheceu um dia!!! Eu não vi nada, não sei de nada, aliás, nem te conheço... quem é você?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dizer e Ouvir NÃO...

MARIA DO ROSÁRIO STOTZ (*)

Nem sempre o NÃO significa apenas NÃO.

René Spitz foi um dos primeiros autores psicanalistas a apresentar a discussão sobre o papel do “não” no desenvolvimento de uma criança. Em seu livro “O primeiro ano de vida”, publicado em 1965, o autor assinala que justamente no momento em que a criança, em torno do final do primeiro ano de vida, expressa um importante desenvolvimento de suas atividades motoras, mudando da passividade para a atividade, é a ocasião em que aparece o “não”. A mãe passa a privilegiar a palavra “não” associando-a ao gesto de proibição expresso inicialmente através de uma ação física – meneio negativa da cabeça – não, não! A partir daí inicia-se a construção de um mundo com limites, coisas que podem ser feitas, outras “não”. Mais tarde, inclusive, o “não” vai aparecer além de associado a situações de ação – atos que podem ou não ser realizados, também relativo aos pensamentos, desejos, vontades, sonhos, alguns possíveis, outros – não, não! O “não” advém como a primeira expressão da impossibilidade – “nem tudo que eu quero, eu posso”. A criança, inicialmente, ao ver seus pais lhe impedirem de realizar algo, geralmente imita-os no gesto, embora ainda assim insista em executar o ato proibido. Aquilo que parece uma brincadeira – a criança repete o gesto com o dedo, ou com a cabeça: “não, não” – tornar-se-á posteriormente o símbolo da ação frustradora dos pais. Frustração – palavra insuportável para algumas pessoas. Assim, a criança adquire o primeiro conceito abstrato – “não”. Algumas pessoas assimilam, internalizam o “não” mesmo que ao preço de certo desencanto e insatisfação. Este momento frustrante envolve a palavra, o gesto e também o afeto. Então, pensa a criança, “meus pais podem não me dar algo”. O domínio do “não” é um dos elementos que permitem a organização psíquica, emocional da criança, que a partir daí desenvolve sua capacidade de julgamento e negação. E ainda, depois de um tempo, não mais será necessário o gesto da negativa e apenas a palavra “não” pronunciada pelos pais faz com que a criança saiba qual seu significado. Em algumas ocasiões, a mãe pode não estar no mesmo ambiente físico da criança, mas sua voz o advertirá que “não, não”. Relações parentais saudáveis farão com que a criança possa suportar a negativa de seus pais e valorizá-la tanto quanto suas afirmativas, assim como as ausências e presenças das figuras parentais tornam-se marcantes. Os pais são importantes porque satisfazem e também porque frustram, porque dão e porque negam. É quase como se fosse um treino para o que a criança vai vivenciar mais tarde em suas relações com o mundo em geral. O sujeito precisará suportar os “não” e serão muitos. Aos poucos a criança pode perceber que não é o centro do universo, que as pessoas ao seu redor também têm outros interesses e são portadores de desejos e vontades em que ela (a criança) pode estar envolvida ou não. Como existe afeto suficiente e saudável, a criança acatará a frustração e o “não”, porque já é sabedora que em outros momentos virão o “sim” e a satisfação. É o afeto introjetado (auto-estima) que permite passarmos por momentos que se não são exatamente como desejáramos, são ainda assim momentos necessários e importantes em nossas vidas. Falávamos em reações parentais saudáveis... Famílias saudáveis na casa do vizinho? Cabe destacar que nem todas as crianças passaram por estes momentos tão marcantes de maneira tranqüila e, muitas vezes, pode-se perceber crianças, adolescentes com dificuldades de ouvir o “não” e mesmo adultos. Um momento de frustração na vida adulta pode remetê-los às experiências passadas de sofrimento e desencadear a sensação de desaprovação, frustração e falta de amor da infância. Inclusive, às vezes, as pessoas ditas adultas podem comportar-se como crianças birrentas, esperneando, falando alto, agredindo o outro por não suportarem o limite, a frustração de não serem atendidos em todos os seus desejos. É sempre mais fácil lidar bem com situações em que as respostas são de aprovação e de reconhecimento. Como é difícil ter suporte psíquico para situações em que somos frustrados em nossos desejos de adultos, desejos esses que nos lembram dos infantis. E isto, com certeza, não é só na casa do vizinho. E assim o “não” segue sua carreira na vida dos sujeitos. Mas ainda há uma faceta da negativa que gostaria de lembrar. Falamos da dificuldade em ouvir o “não”, mas também podemos perceber que existem problemas relativos ao se dizer o “não” – ainda aqui no sentido de colocar limites. Ora, se algumas pessoas tiveram dificuldades ao ouvir o “não” porque este foi interpretado como falta de amor ou abandono, este sujeito quando adulto, pode, ao utilizar mecanismos de defesa, até suportar ouvir o “não”, mas pode ter relutância em dizer “não”. Por que será que isto acontece? As possibilidades de saber o porquê são muitas, mas tentemos assinalar apenas uma delas. Esta criança interna – hoje um adulto, que foi frustrado – identifica-se ao outro a quem iria frustrar dizendo “não”. Inconscientemente “eu não gostaria de ouvir “não” porque representa falta de amor, então não direi “não” ao outro”. Só que ‘o tiro sai pela culatra’, ao não colocar o limite no outro, o sujeito acaba voltando-se contra ele mesmo, questionando-se porque não conseguiu dizer “não” e marcar seu limite. Por um lado, aquieta-se porque pensa que assim o fez porque é uma pessoa bondosa. Pode ser. Mas, por outro lado, também pode ser que ainda tenha uma criança mimada interna querendo se manifestar. Como é difícil viver, não? E este “não” que incluímos em quase todos os momentos da vida, durante nossas falas? Teria um significado especial? “Não sei não” – poderia lhes dizer. Apelemos ao pai da psicanálise... Freud, em 1925, já se ocupara de estudar o papel do “não” na vida dos sujeitos. O autor trata desta temática em um texto encantador chamado “A Negativa”. Freud está escrevendo sobre o uso do “não” em um discurso, por exemplo – eu quero isto e/ou eu não quero isto – uma frase afirmativa e outra com o uso da negativa. Diz Freud: “Negar algo em um julgamento é, no fundo, dizer: ‘Isso é algo que eu preferiria reprimir’.” Portanto, utilizar a negativa é também uma forma de tomar conhecimento de algo que está recalcado (inconsciente). O “não”, neste caso, é o recurso psíquico que permite que eu possa dizer algo que sem o “não” seria insuportável, ou pelo menos, desconfortável de ser dito. Portanto, cuidado com frases como ‘eu não te amo mais’; ‘eu não tenho medo de nada’; ‘é claro que eu não quero isto’; ‘não sei não’. Frases assim podem significar mais do que aquilo que dizem. Então prestemos atenção. Ouvir não pode ser importante. Dizer não pode ser fundamental. Usar o não pode ser necessário. Mas também, às vezes, parafraseando Lacan, um não é só um não.


(*) MARIA DO ROSÁRIO STOTZ - PROFESSORA, PSICÓLOGA E ARTICULISTA DO JORNAL ON-LINE UNISULHOJE

terça-feira, 8 de julho de 2008

Fobia social é coisa séria.

Todos sabemos que a nossa cultura valoriza a magreza, principalmente a feminina e qualquer sinal de sobrepeso pode fazer com que a pessoa se torne vítima de comentários maldosos. Esta situação faz com que, muitas vezes, o obeso evite situações sociais e deixe de freqüentar ambientes por se sentir incomodado com o que os outros pensam sobre seu corpo

Embora o isolamento social possa ser uma opção feita por algumas pessoas, é necessário avaliar se este comportamento está relacionado a algum distúrbio mais grave. Enquanto para alguns, esta forma de isolamento é fruto de uma escolha consciente, para outros ela pode ser conseqüência de um quadro de fobia.
Saber diferenciar o isolamento social voluntário do isolamento social causado por fobia, é um fator decisivo para o tratamento do problema. Fobia, de um modo geral, é um medo infundado, motivado por algum objeto ou situação real ou imaginária. Normalmente, inicia-se na infância ou na adolescência, tem evolução crônica, e tende a não desaparecer sem tratamento. Caracteriza-se pela presença de forte reação de ansiedade sempre que a pessoa enfrenta ou vai enfrentar uma determinada situação.
“O ser humano precisa do contato com outraspessoas para se desenvolver e ter uma vida plena. Qualquer forma de isolamento social pode trazer prejuízos à vida do indivíduo”
Existem diferentes tipos de fobias, entre as quais pode-se citar a hidrofobia, que é o temor de água; a claustrofobia, que é o temor de lugares fechados; a misofobia, que é o temor de sujeira ou de contágio; e muitas outras. A fobia social ocorre devido ao medo de situações sociais, e traz grandes prejuízos no campo pessoal.
O fóbico social deixa de conviver com grupos de amigos e sente-se mal ao freqüentar o ambiente educacional e o de trabalho. Evita fazer esportes coletivos e freqüentar academia. Todos estes comportamentos são adotados com o intuito de evitar o convívio com grupos de pessoas, que são percebidos como ameaçadores. Quando precisa enfrentar situações sociais, o fóbico sente fortes reações de ansiedade, como calafrios, tonturas e azia. Esses sintomas aumentam ainda mais o temor de vivenciar situações semelhantes no futuro e provocam mudanças em sua trajetória de vida para evitar contato com outras pessoas.
Conforme dito anteriormente, é muito importante diferenciar o isolamento social voluntário daquele gerado por quadros de fobia. Considerando que o ser humano precisa do contato com outras pessoas para se desenvolver e ter uma vida plena, qualquer forma de isolamento social pode trazer prejuízos à vida do indivíduo. Entretanto, quando o isolamento social é fruto de um quadro fóbico, deve-se ter atenção redobrada. O tratamento adequado nesses casos é a psicoterapia, que ajuda a resolver conflitos e prevenir recaídas.
O ser humano é complexo e está o tempo todo influenciando e sendo influenciado por pessoas e situações. É normal e até esperado que surjam problemas em sua trajetória de vida. O importante é identificar e tratar a tempo esses problemas, para evitar que a vida se torne um fardo pesado para si e para os que estão a sua volta.

Data de publicação: 24/07/2006

Flávia Leão FernandesCRP 06/68043 Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar com enfoque em obesidade.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mulheres intuitivas, homens autistas.

Dr. Drauzio Varella
Mulheres intuitivas, homens autistas Em média, somos mais altos e mais musculosos do que as mulheres. Característico da maioria dos mamíferos, esse dimorfismo sexual é evidência indiscutível da seleção natural resultante da competição milenar entre os machos pela posse das fêmeas, sempre interessadas em se acasalar com os mais poderosos, capazes de proteger suas proles.Nos últimos 50 anos, os neurocientistas têm demonstrado que o dimorfismo na espécie humana não se restringe à aparência física, mas está presente na configuração do cérebro.Apesar de variações individuais, o cérebro masculino é cerca de 9% maior do que o feminino, graças às dimensões da substância branca, uma vez que a quantidade de massa cinzenta (associada às funções cognitivas superiores) é semelhante em ambos os sexos. Por outro lado, o corpo caloso, estrutura que estabelece a conexão entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo, é proporcionalmente mais desenvolvido nas mulheres.Os neurônios das mulheres parecem formar maior número de conexões (sinapses), essenciais do ponto de vista funcional, mas os homens têm em média 10 milhões a 20 milhões de neurônios a mais, e eles se encontram mais densamente empacotados na maior parte dos centros cerebrais.Antes que você, leitora feminista, tenha um ataque de nervos, vamos deixar claro que, até hoje, nenhum estudo científico conseguiu demonstrar superioridade dos quocientes médios de inteligência em qualquer dos sexos.Tomadas em conjunto, essas informações apenas explicam porque nós demonstramos mais habilidade na realização de tarefas restritas a um único hemisfério cerebral, como interpretar mapas geográficos, encontrar saídas em labirintos, lidar com máquinas, ao passo que elas levam vantagem em atividades que se beneficiam das conexões entre os dois lados do cérebro: interpretação de emoções alheias, sensibilidade social, fluência verbal.Enquanto as áreas cerebrais controladoras da linguagem masculina estão limitadas ao hemisfério cerebral esquerdo, a mulher utiliza os dois hemisférios ao falar. Graças a essa versatilidade, as meninas começam a falar mais cedo (e, segundo os maledicentes, não param mais) e se saem melhor nas atividades escolares que privilegiam a linguagem.Comparadas com os meninos, elas nascem com uma diferença de maturação cerebral de quatro semanas, diferença mantida de tal forma até a idade escolar que o doutor José Salomão Schwartzman, um dos neuropediatras brasileiros mais conceituados, considera erro grosseiro levar em conta apenas o critério de idade para misturar crianças de ambos os sexos na mesma sala de aula.Dados experimentais demonstram que essas características sexuais estão ligadas a fatores biológicos. Ratos machos realizam com mais facilidade os testes para encontrar saídas de labirintos, vantagem perdida quando as fêmeas são tratadas com testosterona no período neonatal. Na infância, os machos de diversas espécies de macacos preferem brincar com carrinho, enquanto as fêmeas escolhem as bonecas.Em trabalho publicado em 2001, no qual bebês de um dia de vida foram colocados diante da face de uma pessoa e de um objeto mecânico móvel, ficou demonstrado que as meninas passam mais tempo a olhar para a face; os meninos, para o objeto.O mecanismo responsável por essas diferenças corre por conta da exposição do sistema nervoso à ação da testosterona produzida pelos testículos durante a vida embrionária e neonatal. Meninas que nascem com hiperplasia adrenal congênita, condição genética em que ocorre aumento de produção de testosterona, exibem comportamento mais semelhante ao dos meninos.É cada vez mais aceita na psicologia moderna a teoria da Empatia-Sistematização (E-S), segundo a qual os indivíduos podem ser classificados de acordo com sua maior habilidade de sistematizar ou estabelecer empatia. Sistematizar é a capacidade de analisar um sistema com o objetivo de prever seu o comportamento. Empatia é a capacidade de identificar estados mentais alheios e de responder a eles com a emoção mais apropriada.A teoria E-S propõe que as diferenças psicológicas entre os sexos sejam definidas pelo diferencial entre as dimensões da empatia (E) e da sistematização (S), uma vez que prever comportamentos e emoções alheias não obedece às regras que regem sistemas mecânicos, nos quais a resposta a um mesmo estímulo é sempre previsível. O tipo psicológico ES é característico das mulheres; SE é mais encontrado nos homens.De acordo com a teoria, o processo de masculinização cerebral, levado ao extremo, conduziria ao autismo, condição associada a comportamentos repetitivos, obsessão por sistemas previsíveis como decorar horários de trens e nomes de ruas, resistência às mudanças do ambiente, dificuldade de compreender metáforas, precocidade para decifrar funcionamento de máquinas e dificuldade de relacionamento afetivo.O dimorfismo cerebral explica porque as mulheres tantas vezes nos surpreendem ao interpretar atitudes e prever intenções alheias e a habilidade demonstrada por elas na execução de tarefas simultâneas como dar banho nos filhos, falar ao telefone, avisar que a campainha está tocando e pedir para desligar o forno, enquanto dez homens na sala, assistindo ao futebol, perdem a concentração quando entra uma mulher para perguntar quem vai encomendar a pizza.